Jump to content
Sign in to follow this  
eliasgirardi

notícia Reciclabilidade versus durabilidade: O difícil problema dos eletrônicos.

Rate this topic

Recommended Posts

010125190507-produtos-duraveis-reciclaveis.jpg

A energia solar é limpa e renovável - mas para onde irão os painéis solares quando eles chegarem ao fim de sua vida útil e precisarem ser substituídos? [Imagem: John Toon]

 

Em busca da sustentabilidade

Os painéis de energia solar estão se multiplicando por todo o mundo, em uma mostra clara da preocupação com a adoção de fontes de energia mais sustentáveis.

Mas o que vai acontecer com todos esses painéis solares dentro de algumas poucas décadas, quando eles chegarem ao fim de sua vida útil? E quanto aos aparelhos eletrônicos, que tipicamente têm uma vida útil ainda menor?

"Tem havido muita preocupação nos círculos de sustentabilidade de que os fabricantes estão fazendo coisas com períodos de vida cada vez mais curtos, e os produtos talvez sejam intencionalmente feitos para se tornar obsoletos para induzir sua substituição mediante novas compras," destaca a professora Beril Toktay, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

 

Responsabilidade estendida do fabricante

Com essa preocupação em mente, Toktay e seus colegas decidiram dar uma olhada nas políticas governamentais que estão sendo adotadas para "encorajar" os fabricantes de equipamentos eletrônicos a pensar mais no que acontece no final do ciclo de vida do produto.

Esses programas, comumente chamados de leis de responsabilidade estendida do fabricante (REF), têm dois objetivos principais em mente: Fazer com que os fabricantes projetem seus produtos para serem mais fáceis de reciclar ou fazer com que eles aumentem a durabilidade dos produtos para aumentar sua vida útil.

No entanto, os pesquisadores descobriram que essas duas metas geralmente estão em desacordo, não levando necessariamente a um ganho real - muitas vezes elas se mostram excludentes, e não complementares.

"O que descobrimos é que, algumas vezes, quando você projeta para reciclabilidade, você desiste da durabilidade, e, quando a durabilidade é o objetivo, a reciclabilidade é sacrificada," disse Toktay.

A conclusão é que, em alguns casos, as políticas de REF (responsabilidade estendida do fabricante) podem levar ao aumento da geração de resíduos se os projetistas tornarem os produtos mais recicláveis, porém menos duráveis, ou levarem a um aumento das emissões de gases de efeito estufa se os produtos forem mais duráveis, mas menos recicláveis.

 

Design ambientalmente responsável

Em teoria, um produto que seja fácil de reciclar e mais durável seria o ponto culminante do design de produto ambientalmente responsável - automóveis com estruturas de metal mais grossas que duram mais também têm mais materiais recicláveis, por exemplo. Nesse cenário, as políticas de REF enfatizando a durabilidade e a reciclagem funcionam lado a lado.

"Às vezes, escolhas simples que os projetistas fazem, como usar cola ou rebites para montar um dispositivo, realmente afetam a capacidade de reciclagem no final da vida," destaca a pesquisadora Natalie Huang, da Universidade de Minnesota.

 

010125190507-metais-preciosos-lixo-eletronico.jpg

Em todo o mundo há grupos trabalhando em tecnologias para reciclar os metais preciosos do lixo eletrônico. [Imagem: CTI Renato Archer]

 

Contudo, o que é mais frequente é que não exista tal sinergia.

No caso dos painéis fotovoltaicos, os pesquisadores destacam como os painéis de película fina - baseados na eletrônica orgânica, as chamadas células solares de plástico - são muito mais econômicos para reciclar do que os painéis solares tradicionais de silício porque contêm metais preciosos. Enquanto isso, os painéis de silício cristalino, que não são tão eficientes em termos de custo para reciclar, têm vida útil muito mais longa porque seus componentes se degradam muito mais lentamente.

"Compensações desse tipo são comuns e, portanto, de uma perspectiva de formulação de políticas, não há uma abordagem única que funcione," disse o pesquisador Atalay Atasu. "Você realmente tem que distinguir entre diferentes categorias de produtos para considerar as implicações de reciclabilidade e durabilidade e certificar-se de que sua política não está em conflito com o objetivo."

 

Modelo de decisão

Para ajudar a determinar como as políticas governamentais poderiam impactar produtos individuais, os pesquisadores criaram um modelo matemático para ajudar a prever o impacto que essas políticas teriam sobre os produtos com base em seus materiais e suas características de projeto.

Entre os fatores que o modelo leva em conta estão o custo de produção do produto, o grau de dificuldade em aumentar a reciclabilidade e a durabilidade, o grau de interação entre reciclabilidade e durabilidade no design do produto e as propriedades de reciclagem do produto.

 

Bibliografia:
Design Implications of Extended Producer Responsibility for Durable Products
Ximin (Natalie) Huang, Atalay Atasu, L. Beril Toktay
Management Science
DOI: 10.1287/mnsc.2018.3072

 

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=reciclabilidade-versus-durabilidade-dificil-problema-eletronicos&id=010125190507#.XNG6m4lKjIU

 

Edited by eliasgirardi
  • Like 5

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Sign in to follow this  

  • Similar Content

    • By Positivo Teste
      A Microsoft não oferece mais suporte ao Windows 7, pois o mesmo foi descontinuado.
    • By Clebson Antonio
      Apple confirmou que os novos Macs passarão a adotar processadores próprios, baseados em arquitetura ARM, ainda em 2020. É o fim de uma era de 15 anos, que começou em 2005, quando Steve Jobs revelou a transição do PowerPC para os atuais chips da Intel.
      O Apple Silicon pode impactar toda a indústria. A Intel reinou sozinha no mercado de PCs por muitos anos, sem uma concorrência de verdade da AMD. E a Apple mostrou que sabe projetar chips poderosos nos iPhones e iPads, com uma arquitetura ARM mais otimizada que a de qualquer outra empresa.
      Mas ninguém está em uma situação confortável. Se a Apple for bem sucedida e conseguir inovar nesse mercado, a Intel e outras fabricantes de chips para PCs serão pressionadas a correr atrás. Por outro lado, este é o fim de uma relação tão próxima entre a Apple e uma gigante que foi líder do mercado de semicondutores por 24 anos consecutivos.

    • By eliasgirardi
      A ilustração mostra uma camada monoatômica cristalina de ouro sob grafeno (antracita). A estrutura eletrônica da camada de ouro e o grafeno (verde) é mostrada acima. [Imagem: Stiven Forti]
       
      Metal vira semicondutor
       
      Químicos conseguiram pela primeira vez produzir camadas cristalinas monoatômicas de metais preciosos - similares metálicos do grafeno, da molibdenita e tantos outros materiais 2D.
       
      E como o ouro e a prata estão entre os melhores condutores de eletricidade que se conhece, qual não foi a surpresa dos pesquisadores quando as camadas monoatômicas desses dois metais apresentaram uma identidade inusitada: elas são semicondutoras.
       
      O fato de que camadas monoatômicas de metais se comportem como semicondutores é mais uma demonstração de que os elétrons se comportam de modo diferente em camadas bidimensionais do que costumam fazer no material bruto 3D - as propriedades eletrônicas do grafeno são muito diferentes daquelas do grafite, de onde o material se origina.
       
      E, como ouro e prata estão largamente presentes na indústria microeletrônica, esta descoberta tem potencial para ser explorada em novas aplicações dentro e fora dos chips, além de sensores.
       
      Metais bidimensionais
       
      Embora o grafeno tenha sido retirado do grafite usando uma fita adesiva, fabricar camadas monoatômicas de metais não é fácil.
       
      "Com os métodos clássicos de deposição, os átomos de ouro, por exemplo, se aglomerariam imediatamente em cachos tridimensionais," explicam Philipp Rosenzweig e Ulrich Starke, do Instituto de Pesquisas do Estado Sólido, na Alemanha.
       
      A dupla então trabalhou com um método diferente que eles mesmos criaram, chamado intercalação. O processo começa com uma pastilha de carbeto de silício, sobre a qual é depositada uma camada de grafeno. Quando um vapor de ouro é aplicado sobre essa pastilha em ambiente de vácuo, os átomos de ouro acomodam-se entre as camadas de carbeto de silício e grafeno.
       
      A equipe já repetiu os experimentos com germânio, cobre, gadolínio e prata - e a prata também se torna semicondutora.
       

      Esta é a coisa real, vista por um microscópio de tunelamento. As flutuações de brilho ocorrem porque o ouro e o grafeno interagem, formando uma super-rede, conhecida como rede de Moiré. [Imagem: MPI for Solid State Research]
       
      Aplicações tecnológicas
       
      Como todas as teorias diziam que o ouro continuaria um excelente condutor metálico na forma 2D, a descoberta de seu comportamento semicondutor foi uma surpresa. "Interações entre os átomos de ouro e, ou o carbeto de silício ou o grafeno, obviamente desempenham seu papel aqui. Isso influencia os níveis de energia dos elétrons," arrisca Starke.
       
      A descoberta abre a possibilidade de aplicações tecnológicas porque pequenos ajustes no método de fabricação definem se a camada monoatômica será condutora ou semicondutora: qualquer coisa maior do que uma camada, seja em toda a extensão do material, ou em pontos específicos, faz o ouro voltar a se tornar condutor. Assim, pode-se projetar componentes eletrônicos usando-se alternadamente mono e bi-camadas de ouro, obtendo funcionalidades usando um único material.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ouro-prata-viram-semicondutores-escala-atomica&id=010165200701#.XwYoE6FKgdU
    • By Ryan Eme
      Novidades do Linux Mint 20:
      ''Warpinator
      A estrela do show no Linux Mint 20 é um novo aplicativo chamado Warpinator.
      Há 10 anos, o Linux Mint 6 apresentava uma ferramenta chamada "Giver", que podia compartilhar arquivos pela rede local. Sem nenhum servidor ou configuração, os computadores se veriam automaticamente e você poderia simplesmente arrastar e soltar arquivos de um para o outro. Quando o projeto Giver foi interrompido, ele teve que ser removido do Linux Mint e perdemos essa funcionalidade desde então.
      Warpinator é uma reimplementação do Giver. A configuração do servidor (FTP, NFS, Samba) é um exagero para transferências casuais de arquivos entre dois computadores, e é uma pena usar mídias externas (serviços de Internet, pen drives, HDs externos) apenas para compartilhar arquivos quando houver uma rede local que possa ser executada. só isso.
      Com o Warpinator, o Linux Mint 20 traz de volta o compartilhamento fácil de arquivos na rede local.''
    • By Josemaria Andrade
      A potência PMPO, como o próprio nome diz, é a potência de pico e é cerca de 3,6 vezes
      maior que a RMS.
      PMPO, lançada originalmente na China, pretende mostrar quanto um amplificador pode
      fornecer ou um alto-falante agüentar de potência durante um intervalo de tempo
      extremamente curto.
      Já a potência máxima ou de programa musical adota a música como sinal de teste. Essa
      potência pretende dar uma idéia melhor dos níveis possíveis a serem praticados na
      utilização normal dos equipamentos de som, uma vez que o consumidor não utiliza o
      seu sistema de som com sinal de ruído rosa e sim com música. Essa potência
      normalmente é o dobro da potência RMS.
      A potência RMS é a potência eficaz utilizada em todo mundo para amplificadores e
      alto-falantes. A medição de potência RMS utiliza uma sala a prova de som, onde o altofalante fica instalado livre (sem caixa acústica ou painel). Nele é injetada a potência
      RMS que se deseja homologar, com o sinal de ruído rosa. Nestas condições, o altofalante deve permanecer funcionando por duas horas. Após o teste, deve ser feita uma
      avaliação cuidadosa no produto, e, se constatado que não houve nenhuma alteração, ele
      recebe a especificação da potência aplicada. O amplificador de potência deve possuir no
      mínimo o dobro da potência a ser testada. Sobre os alto-falantes tri axiais, estes, em
      sistemas de alta potência, devem utilizar corte de freqüência passa alta para não
      receberem as freqüências baixas, combinados com as caixas de subwoofer.

SOBRE O ELETRÔNICABR

EletrônicaBR é o melhor fórum técnico online, temos o maior e mais atualizado acervo de Esquemas, Bios e Firmwares da internet. Através de nosso sistema de créditos, usuários participativos têm acesso totalmente gratuito. Os melhores técnicos do mundo estão aqui!
Técnico sem o EletrônicaBR não é um técnico completo! Leia Mais...
×
×
  • Create New...