Jump to content
eliasgirardi

notícia Nave viaja impulsionada pela luz e comprova princípio das velas solares

Rate this topic

Recommended Posts

010130190802-sucesso-vela-solar.jpg

Esta foto foi tirada pela câmera da LightSail 2 após a abertura de sua vela solar. [Imagem: The Planetary Society]

 

Velas solares

 

Está finalmente comprovado: As velas solares funcionam e podem ser usadas por naves espaciais para velejar pelos céus usando unicamente a luz das estrelas como combustível.

 

O veleiro solar LightSail 2, um nanossatélite lançado pela Sociedade Planetária há pouco mais de um mês, navegou e elevou sua órbita usando apenas a luz do Sol para impulsionar sua vela brilhante de 32 metros quadrados.

 

Em apenas quatro dias após o início da fase científica da missão, a LightSail 2 elevou sua órbita em 1,7 km.

 

"Para a Sociedade Planetária este momento tem sido esperado há décadas" disse Bill Nye, presidente da entidade sem fins lucrativos. "Carl Sagan falou sobre a vela solar quando eu era seu aluno em 1977. Mas a ideia remonta pelo menos a 1607, quando Johannes Kepler notou que as caudas dos cometas devem ser criadas pela energia do Sol. A missão LightSail 2 representa uma virada de jogo para os voos espaciais e um avanço para a exploração espacial."

 

Embora a agência espacial japonesa tenha lançado uma nave com uma vela solar em 2010, a Ikaros, a LightSail 2 foi a primeira espaçonave a conseguir usar a vela solar para propulsão no espaço e comprovar o princípio de forma inequívoca.

 

A nave continua funcional e deverá continuar navegando e elevando sua órbita por cerca de um mês. Após a fase de elevação de órbita a pequena nave começará a deorbitar, eventualmente reentrando na atmosfera em aproximadamente um ano.

 

Propulsor eletrizante

 

As velas solares são impulsionadas pelos fótons. À medida que os fótons refletem sobre a superfície espelhada da vela, eles fornecem uma pequena quantidade de energia que empurra a vela para a frente, como o vento em uma vela eólica tradicional no mar.

 

O momento de cada fóton é minúsculo, mas ele se soma ao longo do tempo, fazendo com que a nave acelere continuamente.

 

E o princípio não precisa restringir a navegação à proximidade das estrelas. O projeto Starshot pretende fazer a primeira viagem interestelar, até Alfa Centauro, disparando feixes de laser sobre as velas solares de pequenas naves, fazendo-as acelerar até um décimo da velocidade da luz.

 

A Sociedade Planetária construiu e lançou a LightSail 2 graças a uma campanha de fundos coletivos que arrecadou US$7 milhões, com doações de 50.000 pessoas de mais de 100 países.

 

"O LightSail 2 prova o poder do apoio público," disse Jennifer Vaughn, membro da entidade. "Este momento pode marcar uma mudança de paradigma que abre a exploração espacial para mais participantes. Eu me admiro de que 50.000 pessoas se uniram para fazer uma vela solar. Imagine se esse número se tornasse 500.000 ou 5 milhões. É um conceito eletrizante."

 

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lightsail-2-navega-impulsionada-pela-luz-comprova-velas-solares&id=010130190802#.XUsJ2tJKjIU

  • Like 1

Share this post


Link to post
Share on other sites

Onde eu estava que não vi essa noticia em nenhum outro lugar? kk

 

o ser humano é fogo... acabaram de comprovar que dá pra fazer com luzes solares, e já querem adaptar um laser no negócio. kkkk

  • Nice 1

Share this post


Link to post
Share on other sites

E imagina só a velocidade que a nave pode chegar. Ainda é pouco comparado às distâncias a percorrer, mas 10% da velocidade da luz é 30 mil quilômetros por segundo!

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.


  • Similar Content

    • By eliasgirardi
      A ilustração mostra uma camada monoatômica cristalina de ouro sob grafeno (antracita). A estrutura eletrônica da camada de ouro e o grafeno (verde) é mostrada acima. [Imagem: Stiven Forti]
       
      Metal vira semicondutor
       
      Químicos conseguiram pela primeira vez produzir camadas cristalinas monoatômicas de metais preciosos - similares metálicos do grafeno, da molibdenita e tantos outros materiais 2D.
       
      E como o ouro e a prata estão entre os melhores condutores de eletricidade que se conhece, qual não foi a surpresa dos pesquisadores quando as camadas monoatômicas desses dois metais apresentaram uma identidade inusitada: elas são semicondutoras.
       
      O fato de que camadas monoatômicas de metais se comportem como semicondutores é mais uma demonstração de que os elétrons se comportam de modo diferente em camadas bidimensionais do que costumam fazer no material bruto 3D - as propriedades eletrônicas do grafeno são muito diferentes daquelas do grafite, de onde o material se origina.
       
      E, como ouro e prata estão largamente presentes na indústria microeletrônica, esta descoberta tem potencial para ser explorada em novas aplicações dentro e fora dos chips, além de sensores.
       
      Metais bidimensionais
       
      Embora o grafeno tenha sido retirado do grafite usando uma fita adesiva, fabricar camadas monoatômicas de metais não é fácil.
       
      "Com os métodos clássicos de deposição, os átomos de ouro, por exemplo, se aglomerariam imediatamente em cachos tridimensionais," explicam Philipp Rosenzweig e Ulrich Starke, do Instituto de Pesquisas do Estado Sólido, na Alemanha.
       
      A dupla então trabalhou com um método diferente que eles mesmos criaram, chamado intercalação. O processo começa com uma pastilha de carbeto de silício, sobre a qual é depositada uma camada de grafeno. Quando um vapor de ouro é aplicado sobre essa pastilha em ambiente de vácuo, os átomos de ouro acomodam-se entre as camadas de carbeto de silício e grafeno.
       
      A equipe já repetiu os experimentos com germânio, cobre, gadolínio e prata - e a prata também se torna semicondutora.
       

      Esta é a coisa real, vista por um microscópio de tunelamento. As flutuações de brilho ocorrem porque o ouro e o grafeno interagem, formando uma super-rede, conhecida como rede de Moiré. [Imagem: MPI for Solid State Research]
       
      Aplicações tecnológicas
       
      Como todas as teorias diziam que o ouro continuaria um excelente condutor metálico na forma 2D, a descoberta de seu comportamento semicondutor foi uma surpresa. "Interações entre os átomos de ouro e, ou o carbeto de silício ou o grafeno, obviamente desempenham seu papel aqui. Isso influencia os níveis de energia dos elétrons," arrisca Starke.
       
      A descoberta abre a possibilidade de aplicações tecnológicas porque pequenos ajustes no método de fabricação definem se a camada monoatômica será condutora ou semicondutora: qualquer coisa maior do que uma camada, seja em toda a extensão do material, ou em pontos específicos, faz o ouro voltar a se tornar condutor. Assim, pode-se projetar componentes eletrônicos usando-se alternadamente mono e bi-camadas de ouro, obtendo funcionalidades usando um único material.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ouro-prata-viram-semicondutores-escala-atomica&id=010165200701#.XwYoE6FKgdU
    • By Ryan Eme
      Novidades do Linux Mint 20:
      ''Warpinator
      A estrela do show no Linux Mint 20 é um novo aplicativo chamado Warpinator.
      Há 10 anos, o Linux Mint 6 apresentava uma ferramenta chamada "Giver", que podia compartilhar arquivos pela rede local. Sem nenhum servidor ou configuração, os computadores se veriam automaticamente e você poderia simplesmente arrastar e soltar arquivos de um para o outro. Quando o projeto Giver foi interrompido, ele teve que ser removido do Linux Mint e perdemos essa funcionalidade desde então.
      Warpinator é uma reimplementação do Giver. A configuração do servidor (FTP, NFS, Samba) é um exagero para transferências casuais de arquivos entre dois computadores, e é uma pena usar mídias externas (serviços de Internet, pen drives, HDs externos) apenas para compartilhar arquivos quando houver uma rede local que possa ser executada. só isso.
      Com o Warpinator, o Linux Mint 20 traz de volta o compartilhamento fácil de arquivos na rede local.''
    • By Josemaria Andrade
      A potência PMPO, como o próprio nome diz, é a potência de pico e é cerca de 3,6 vezes
      maior que a RMS.
      PMPO, lançada originalmente na China, pretende mostrar quanto um amplificador pode
      fornecer ou um alto-falante agüentar de potência durante um intervalo de tempo
      extremamente curto.
      Já a potência máxima ou de programa musical adota a música como sinal de teste. Essa
      potência pretende dar uma idéia melhor dos níveis possíveis a serem praticados na
      utilização normal dos equipamentos de som, uma vez que o consumidor não utiliza o
      seu sistema de som com sinal de ruído rosa e sim com música. Essa potência
      normalmente é o dobro da potência RMS.
      A potência RMS é a potência eficaz utilizada em todo mundo para amplificadores e
      alto-falantes. A medição de potência RMS utiliza uma sala a prova de som, onde o altofalante fica instalado livre (sem caixa acústica ou painel). Nele é injetada a potência
      RMS que se deseja homologar, com o sinal de ruído rosa. Nestas condições, o altofalante deve permanecer funcionando por duas horas. Após o teste, deve ser feita uma
      avaliação cuidadosa no produto, e, se constatado que não houve nenhuma alteração, ele
      recebe a especificação da potência aplicada. O amplificador de potência deve possuir no
      mínimo o dobro da potência a ser testada. Sobre os alto-falantes tri axiais, estes, em
      sistemas de alta potência, devem utilizar corte de freqüência passa alta para não
      receberem as freqüências baixas, combinados com as caixas de subwoofer.
    • By eliasgirardi
      O transístor de potência superou os 8kV. [Imagem: University at Buffalo]
       
      Transístor de potência
       
      Se, de um lado, exige-se transistores capazes de funcionar com tensões elétricas cada vez menores, para consumir menos energia, do outro, aplicações de alta potência exigem transistores com esteroides, capazes de operar em tensões muito elevadas.
       
      A aplicação que mais se tem em vista neste segundo caso são os carros elétricos e aviões elétricos, mas mesmo veículos mais tradicionais, como locomotivas e navios, além de inúmeras aplicações industriais, estão exigindo cada vez mais da chamada "eletrônica de potência".
       
      "Para realmente impulsionar essas tecnologias para o futuro, precisamos de componentes eletrônicos de próxima geração, que possam lidar com maiores cargas de energia sem aumentar o tamanho dos sistemas eletrônicos de potência," disse Uttam Singisetti, da Universidade de Buffalo, nos EUA.
       
      Para atender a essas necessidades, Singesetti acaba de criar um transístor capaz de suportar nada menos do que 8.000 volts, o suficiente para torrar qualquer circuito eletrônico tradicional.
       
      Intervalo de banda dos semicondutores
       
      Para isso, ele conseguiu tirar proveito da largura do "intervalo de banda" (bandgap) do semicondutor óxido de gálio.
       
      O intervalo de banda mede quanta energia é necessária para colocar um elétron em um estado condutor. Os sistemas feitos com materiais com grande largura de banda podem ser mais finos, mais leves e controlam mais energia do que os sistemas feitos de materiais com larguras de banda mais baixas.
       
      O intervalo de banda do óxido de gálio é de cerca de 4,8 elétron-volts, o que o coloca entre um grupo de elite de materiais considerados com um intervalo de banda ultra-amplo. Para comparação, ele excede largamente o silício (1,1 elétron-volts), o material mais comum na eletrônica de potência, bem como seus possíveis substitutos, como o carboneto de silício (3,4 elétron-volts) e o nitreto de gálio (cerca de 3,3 elétron-volts).
       
      Passivação
       
      Uma inovação importante no novo transístor gira em torno da passivação, que é um processo químico que envolve o revestimento do componente para reduzir a reatividade química da sua superfície.
       
      Para isso, Singisetti adicionou uma camada de SU-8, um polímero à base de epóxi comumente usado em microeletrônica.
       
      Simulações feitas pela equipe sugerem que o transístor possui uma força de campo de mais de 10 milhões de volts (ou 10 megavolts) por centímetro - a intensidade do campo mede a força de uma onda eletromagnética em um determinado ponto e, eventualmente, determina o tamanho e o peso dos sistemas eletrônicos de potência.
       
      "Essas forças de campo simuladas são impressionantes. No entanto, elas precisam ser verificadas por medições experimentais diretas," disse Singisetti, acrescentando que espera fazer isso logo após o fim da pandemia de covid-19.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=transistor-suporta-8-000-volts&id=010110200624#.XvOc0sRKgdU
       
       
    • By eliasgirardi
      O sono poderá ser tão vital para as máquinas inteligentes do futuro quanto é para nós. [Imagem: LANL]
       
      Máquinas que precisam dormir
       
      Os cientistas da computação, sobretudo os envolvidos com inteligência artificial, gostam de se perguntar se, no futuro, os androides vão sonhar com ovelhas robóticas.
       
      Ninguém sabe a resposta, mas essas inteligências artificiais do futuro quase certamente precisarão de períodos de descanso, que lhes oferecerão benefícios semelhantes aos que o sono proporciona aos cérebros vivos.
       
      Ocorre que as redes neurais tornam-se instáveis após períodos contínuos de auto-aprendizado. O que se descobriu agora é que elas podem retornam à estabilidade após serem expostas a estados que simulam o sono, sugerindo que mesmo cérebros artificiais precisam cochilar ocasionalmente.
       
      Yijing Watkins e seus colegas do Laboratório Nacional Los Alamos, nos EUA, expuseram as redes neurais a estados análogos às ondas que os cérebros vivos experimentam durante o sono. Isso estabilizou as redes depois que elas começaram a "se perder" em períodos contínuos de aprendizado não supervisionado.
       
      "Era como se estivéssemos dando às redes neurais o equivalente a uma boa noite de sono," disse a pesquisadora.
       
      Redes neurais pulsadas
       
      A descoberta curiosa surgiu quando a equipe trabalhava para desenvolver redes neurais que se aproximem de como os seres humanos e outros sistemas biológicos aprendem a ver. O grupo inicialmente lutou com a estabilização das redes neurais simuladas, submetidas a um treinamento não supervisionado de dicionário, que envolve a classificação de objetos sem ter exemplos anteriores para compará-los.
       
      "A questão de como impedir que os sistemas de aprendizado se tornem instáveis realmente surge apenas quando se tenta utilizar processadores neuromórficos biologicamente realistas, ou quando se tenta entender a própria biologia," disse o professor Garrett Kenyon. "A grande maioria dos pesquisadores de aprendizado de máquina, aprendizado profundo e inteligência artificial nunca encontra esse problema porque, nos sistemas muito artificiais que eles estudam, eles têm o luxo de realizar operações matemáticas globais que têm o efeito de regular o ganho dinâmico geral do sistema".
       
      O próximo objetivo da equipe é implementar seu algoritmo de dormir no chip neuromórfico Loihi da Intel. Eles esperam que permitir que o Loihi durma de tempos em tempos permita processar informações de forma estável a partir de uma retina artificial em tempo real.
       
      Se os resultados confirmarem a necessidade de sono dos cérebros artificiais, provavelmente podemos esperar o mesmo para androides e outras máquinas inteligentes que possam surgir no futuro.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cerebros-artificiais-tambem-vao-precisar-dormir&id=010150200616#.XvJVJsRKgdU
       

SOBRE O ELETRÔNICABR

EletrônicaBR é o melhor fórum técnico online, temos o maior e mais atualizado acervo de Esquemas, Bios e Firmwares da internet. Através de nosso sistema de créditos, usuários participativos têm acesso totalmente gratuito. Os melhores técnicos do mundo estão aqui!
Técnico sem o EletrônicaBR não é um técnico completo! Leia Mais...
×
×
  • Create New...