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Computação Quântica e seus efeitos na Criptografia

 

 

Um pouco sobre criptografia


Colocando de forma simples, criptografia é um método de proteger informações e comunicações através do uso de códigos, de modo que apenas aqueles para os quais a informação é destinada possam lê-los e/ou processá-los.

 

Dizer que a criptografia é um controle de segurança fundamental não é de forma alguma um exagero, por milênios comunicações militares tem sido embaralhadas e protegidas com o uso de algum modelo criptográfico, desde a era de César, com um algoritmo de substituição básica, passando pela segunda guerra mundial, com a famosa máquina enigma utilizada pelas forças alemãs, até mesmo os dias de hoje, com o que ainda é chamado de criptografia de nível militar.

 

É claro, já tem muito tempo que a proteção de dados deixou de ser um tema restrito as forças armadas, e como não poderia deixar de ser, empresas e até mesmo indivíduos fazem uso de criptografia para proteção de suas informações, incluindo desde uma rede Wi-Fi doméstica, passando por dados pessoais regulamentados pela GDPR, até transações financeiras que necessitam tanto de confidencialidade, quanto de integridade e não repúdio.

 

Sim, a criptografia é uma peça fundamental na segurança da informação, mas deixe-me te apresentar a dura realidade: Essencialmente tudo que você precisa para quebrar mesmo a criptografia mais complexa, é tempo e poder de processamento. Felizmente, enquanto um algoritmo de criptografia como o de César, que já passou dos 2000 anos, pode ser quebrado em questão de minutos por um PC razoável, os modelos matemáticos atuais empregados em algoritmos como AES, RSA ou ECDSA são seguros contra ataques de força bruta, mesmo com uma capacidade massiva de processamento, algo raramente disponível excetuando-se se você for alguém como a NSA, seria necessário muito, muito tempo, mais do que alguns séculos, provavelmente milhões ou mesmo bilhões de anos para quebrar uma criptografia considerada bem implementada e com uma chave de tamanho razoável.

 

Tudo seria perfeito, mas como perfeito é algo raramente associado a controles de segurança da informação, eis que surge uma nova ameaça: A computação quântica.

 

computacao-quantica-cloud-seguranca-criptografia.jpg

 

 

O que é computação quântica?

 

Em sua essência, a computação quântica é uma nova forma de se fazer… bem você adivinhou, computação. Em computador convencional a partícula mínima de informação, o bit, pode existir apenas em 2 estados, 0 ou 1. Já um computador quântico se beneficia da capacidade de partículas subatômicas existirem em mais de um estado, simultaneamente.

 

Nesse caso os Quantum Bits, ou QuBits conseguem armazenar muito mais informação, pois fazem uso direto de propriedades da mecânica quântica como, sobreposição e interferência. Essencialmente, enquanto bits podem apenas um 0 ou um 1, QuBits podem assumir qualquer sobreposição desses valores, dessa forma, operações computacionais podem ser realizadas em uma velocidade muito maior e com bem menos consumo de energia.

 

A computação quântica não é nada menos do que revolucionária, e se você pensa que esse é um assunto de ficção cientifica, basta dar uma olhada no site “The Quantum Computing Report” para ver que gigantes mundiais como Intel, Google, IBM, e Microsoft estão investindo pesado no desenvolvimento de computadores quânticos.

 

computacao-quantica-cloud-seguranca-criptografia-tabela.jpg

 

 

Se ainda restou algum espaço para dúvida, saiba que no inicio de 2019 a IBM lançou o Q System One, o primeiro computador quântico para uso comercial, com capacidade inicial de 20-qubit. A computação quântica já é uma realidade em 2019, e não apenas grandes companhias estão entrando nesse mercado, mas também governos e até mesmo grandes fundos de investimento.

 

 

Quais os impactos da computação quântica na criptografia?

 

Você já deve ter entendido como a criptografia é essencial no mundo de hoje, especialmente aqueles baseados no modelo “chave pública”, que são responsáveis por proteger a maioria das transações eletrônicas.

 

Bem, a criptografia de chave pública, também conhecida como assimétrica, na verdade se baseia em uma série de algoritmos matemáticos que são considerados muito complexos para se quebrar, especialmente quando se usa uma chave de criptografia de tamanho aceitável como no caso de RSA-2048, ECDSA-256. Novamente, mesmo com uma quantidade massiva de poder computacional convencional, em alguns casos seria necessária uma quantidade de tempo equivalente a idade do nosso universo (não, isso não é uma piada) para garantir que a criptografia fosse quebrada.

 

A computação quântica muda tudo isso! É possível usar algo como o Algoritmo de Shor, que explora a mecânica quântica, para simplificar a fatoração de números em seus componentes principais (números primos), algo essencialmente inviável para computadores comuns quando os números são muito grandes. Mas por que isso importaria? Bem, muitos algoritmos de criptografia assimétrica como, por exemplo, o RSA, são fundamentados na suposição que a fatoração de grandes inteiros é computacionalmente inviável.

 

Até o presente momento, essa suposição se mostrou verdadeira para computadores convencionais, porém um computador quântico hipotético, com uma capacidade de Qubits suficiente, poderia quebrar o RSA e outros algoritmos similares, tornando a criptografia de chave pública em basicamente um controle de segurança inútil.

 

Ironicamente, algoritmos simétricos (os antecessores dos assimétricos, que não servem para proteção de transações eletrônicas por possuir apenas uma única chave) como o AES, ainda poderiam ser considerados seguros, presumindo que usem uma chave de tamanho razoável (e.g. AES 256 ou superior).

 

 

O futuro da criptografia

 

Presumindo que com mais alguns anos de evolução computadores quânticos devem atingir o ponto onde podem facilmente quebrar a criptografia de chave pública, devemos nos preparar para um mundo onde transações eletrônicas não serão mais seguras? Calma! Não é bem assim!

 

Já existem muitos estudos tratando da criptografia pós-quântica como, por exemplo, a criptografia baseada em reticulados, a criptografia multivariada ou a criptografia baseada em hash, todas são fortes candidatas a garantir a nossa proteção em um mundo pós-quântico.

 

É claro, ninguém sabe quanto tempo vai levar para sanar eventuais vulnerabilidades na criptografia pós-quântica, ou mesmo se/quando o mercado vai confiar nelas para proteção de suas transações.

 

 

Para concluir

 

Por mais que a computação quântica já seja uma realidade, talvez ainda seja um pouco precoce nos preocuparmos. Essencialmente, o poder computacional quântico necessário para quebrar os algoritmos assimétricos atuais ainda será algo muito caro, que – pelo menos inicialmente – provavelmente ficará restrito aos governos, especialmente aqueles que gostam de espionar os segredos de outras nações-estado.

 

Mesmo assim, não podemos descartar a possibilidade que uma descoberta cientifica nos próximos anos torne a computação quântica algo acessível ao público em geral, nesse caso será necessário dar adeus as velhas práticas, e torcer para que a criptografia pós-quântica também tenha evoluído ao ponto de nos proteger.

 

 

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    • By SystSoftPcCelTv
      110 V ou 220 V? Por que regiões do Brasil têm padrões de tensão diferentes?
       

       
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      Atenção: Sabemos que em linguagem técnica, o uso de termos como “voltagem” ou “amperagem” não é muito bem visto, sendo tratados de maneira mais correta como “tensão” e “corrente”. Porém, como a linguagem popular compreende voltagem como tensão e amperagem como corrente normalmente, vamos usar todos esses termos, afinal, o importante é se fazer entender por todos.
       

       
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      Para entender mais fácil, vamos pensar nessa situação: se você ligar uma lâmpada com potência de 300 watts em sua casa em 110 V, uma corrente de 2,72 amperes vai passar pelos fios. Se você ligar essa mesma lâmpada no 220 V, a corrente vai ser de 1,36 amperes, ou seja, consideravelmente menor. Isso significa que você vai precisar de fios condutores mais grossos para usar essa lâmpada no 110 V e mais finos no 220 V.
      Instalações prediais elétricas que usam como padrão 220 V vão ter menos corrente passando pelos fios, permitindo que eles possam ser mais finos
      Mas o que isso significa? Podemos dizer que instalações prediais elétricas que usam como padrão 220 V vão ter menos corrente passando pelos fios, permitindo que eles possam ser mais finos e, por consequência, são mais baratos. Esse é um dos motivos pelos quais aparelhos com bastante potência, como chuveiro e secador de cabelo, geralmente funcionam em 220 V — se funcionassem em 110 V, eles precisariam de correntes maiores e os fios teriam que ser mais grossos para não pegar fogo com o atrito.
       

       
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      Existem dois motivos principais para algumas regiões usarem a tensão padrão de 110 V ou 220 V: o primeiro é a origem das empresas que instalaram as redes elétricas no Brasil quando essa tecnologia chegou aqui na virada do século XIX para o XX. Dependendo de onde essas companhias eram, acabavam trazendo seu padrão para cá — geralmente as empresas americanas e canadenses optavam por 110 V e as europeias por 220 V.
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      Tabela com as tensoes mais comum por região.
       

       
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    • By SystSoftPcCelTv
      Robô faz drinks complexos sozinho e pode ser montado em sua casa
       

       
      Quem gosta de drinks mais elaborados sabe que não é nada fácil fazê-los – por isso precisamos de um barman realmente bom – e geralmente eles não são nada baratos. Porém, como já vivemos em uma realidade onde robôs já estão fazendo de tudo, até realizando cerimônias fúnebres em templos budistas japoneses, por que não criar uma máquina para misturar nossas bebidas favoritas na medida certa sem a gente nem precisar dar gorjeta?
      Em menos de um minuto você tem um drink completo preparado sem a necessidade de mãos humanas
      Conheça o Barbot, um robô cujo sistema tem como base as placas Arduino Mega 2560 e o Genuino Mega 2560, dois microcontroladores muito acessíveis. Com mais algumas partes montadas, a plataforma é muito simples de usar: basta você posicionar o copo certo (com gelo, caso o drink peça algumas pedrinhas) e selecionar o que você quer beber pelo aplicativo.
      Como é possível ver nos vídeos, uma esteira conduz o copo até as bebidas específicas que compõem o drink e a máquina deposita a quantidade necessária do líquido no recipiente. Em menos de um minuto você tem um drink completo preparado sem a necessidade de mãos humanas.
       
      Quem se interessou e quer ter o seu próprio Barbot pode acessar o código aberto publicado pelo criador Lukas Šidlauskas no GitHub. Acessando também o Hackster.io, você pode montar o Barbot na sua casa e viver feliz para sempre com seus próprios drinks feitos por um robô. A desvantagem? Diferentemente de bartenders humanos, o Barbot não vai ouvir sua lamúrias quando você estiver bêbado e na fossa. Pelo menos por enquanto.
       
       
       
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    • By SystSoftPcCelTv
      Huawei: confira a nota oficial sobre impedimentos de MicroSD e WiFi
       

       
      A Huawei acaba de emitir um comunicado oficial acerca das suspensões que sofreu em algumas organizações e alianças industriais nos últimos dias, decorrentes das sansões do presidente norte-americano Donald Trump. A empresa ficou proibida que continuar usando padrões internacionais como micro SD e WiFi, tecnologias colaborativas criadas abertamente para facilitar a integração de equipamentos.
      Já colaborou com mais de 60 mil propostas para essas organizações
      Segundo o comunicado da empresa, essas proibições não devem afetar consumidores que possuem produtos das marcas Huawei ou Honor. A fabricante também ressaltou que participa de mais de 400 alianças padronizadoras e já colaborou com mais de 60 mil propostas para essas organizações.
      Outro ponto importante levantado pela companhia chinesa é de que, apesar das sanções norte-americanas, a sua suspensão nessas organizações é completamente ilegal.
      Confira o comunicado na íntegra:
      Recentemente, uma série de normas e organizações do setor suspenderam temporariamente alguns aspectos de sua contribuição com a Huawei, em resposta à pressão política atual. Estamos decepcionados por essas decisões, mas as mesmas não terão nenhum efeito em nossas operações diárias. Continuaremos fornecendo aos nossos consumidores produtos e serviços de máxima qualidade.
      A Huawei é um membro ativo de mais de 400 normas e organizações do setor, alianças da indústria e comunidades de código aberto, nos quais servimos em mais de 400 posições-chave. Contribuímos de forma proativa nesses grupos, e ao longo dos anos apresentamos mais de 60.000 propostas. Atualmente, nosso trabalho com a maioria das organizações normativas continua como de costume. No futuro, continuaremos fazendo a nossa parte ao trabalhar com padrões e organizações do setor com o objetivo de construir um ecossistema industrial robusto para todos.
      Padrões abertos e globalmente unificados promovem sinergia ao longo da cadeia de valor
      Os padrões representam a sabedoria que coletivamente obtivemos de todas as inovações em ciência e tecnologia. Padrões abertos e globalmente unificados promovem sinergia ao longo da cadeia de valor, ajudando a todos a fornecer aos seus clientes produtos e serviços não apenas mais avançados, mas de qualidade muito superior. Isso é o que ajudou a sociedade da informação a crescer tão forte desde o início.
      Em sua maioria, todas as organizações normativas, as comunidades de código aberto e as alianças da indústria aderem aos princípios de transparência, abertura, justiça e não discriminação. Esses princípios são a base do desenvolvimento saudável e sustentável da indústria de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação).
      A Huawei não violou os artigos de associação de nenhuma destas organizações, ainda assim, um pequeno grupo decidiu suspender sua colaboração sem nenhuma base legal.
      Suas ações vão contra os princípios que dizem sustentar e rompem sua credibilidade como organizações internacionais
      Suas ações vão contra os mesmos princípios que dizem sustentar, e rompem sua credibilidade como organizações internacionais. Por fim, decisões como essa resultam em padrões fragmentados, incluindo a fragmentação dos padrões de informação e comunicação, e servirão somente para aumentar os custos e riscos para todos ao longo da cadeia de valor.
      Acreditamos que essas ações não representam as crenças da indústria. Apesar de contratempos como esse, estamos confiantes que a indústria de TIC desfrutará de um desenvolvimento sustentável e a longo prazo.
       
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    • By GNMilasi
      Quanto devem ganhar os profissionais de TI em 2020?
       
      Posições de Cientista de Dados, CTO e Analista de segurança estarão em alta, diz Robert Half. Consultoria também projeta salários para o ano que vem
       

       
       
      Gerente de TI Generalista, Desenvolvedor, Cientista de Dados, Chief Technology Officer (CTO) e Analista de Segurança da Informação estão entre os profissionais de tecnologia que ganharão mais destaque em 2020, segundo a 12ª edição do Guia Salarial da Robert Half.
       
      Para os profissionais que almejam preencher tais posições, a Robert Half recomenda desenvolver as habilidades mais demandadas pelo setor: domínio do idioma inglês, agilidade, foco em resultado, visão estratégica, boa comunicação, além dos skills técnicos. A consultoria também ressalta a importância de desenvolver as chamadas soft skills.
       
      “Para serem valorizados, os profissionais devem seguir investindo em suas habilidades técnicas, mas é essencial desenvolver também suas habilidades comportamentais. Além disso, independentemente da área de atuação, manter-se atualizado quanto às tendências em tecnologia será primordial para conseguir incremento no salário”, destaca Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half no Brasil.
       
       
      O que priorizar em 2020?
       
      A consultoria aponta que o ano de 2020 vai trazer boas oportunidades para aqueles que valorizam e praticam o planejamento, seja na carreira, na estruturação da equipe ou nos negócios.
       
      O estudo, entretanto, indica que devem ser raros os grandes saltos salariais, já que 2020 será um ano de retomada lenta da economia.
       
      Já para os empregadores, é importante saber que os candidatos e colaboradores buscam mais do que o salário. “Hoje os profissionais valorizam a possibilidade de crescimento dentro das organizações, além do pacote de benefícios, cultura organizacional e propósitos da empresa”, completa Mantovani. “Em 2020, as organizações devem encarar o recrutamento como uma estratégia do negócio, já que o grande desafio será encontrar e atrair talentos”.
       
       
      Nova metodologia
       
      Para sua edição de 2020, o Guia Salarial da Robert Half apresenta nova metodologia. As tabelas salariais - que antes traziam as remunerações mínimas e máximas para cada posição -, foram substituídas por quatro faixas salariais, determinadas pelo nível de qualificação e experiência do candidato, bem como pela complexidade de seu cargo ou indústria e setor de atuação.
       
      “A visão salarial mais fragmentada para todas as funções facilita a consulta para o profissional, permitindo identificar em qual faixa ele se encontra e, a partir disso, analisar quais pontos ele precisa evoluir para se aproximar da próxima faixa, seja por acúmulo de experiência, obtenção de certificados ou domínio de idiomas, por exemplo”, esclarece Mantovani. “Já para os contratantes, as tabelas também vão auxiliar na tomada de decisão”, completa.
       
      Como explica a Robert Half, os salários são divididos em percentis, representados por 25º/ 50º/ 75º/ 95º, sendo que 50º não significa, necessariamente, a mediana do salário para determinado cargo. Os critérios para determinar em que faixa o perfil se encontra podem variar em torno da experiência na função, tempo no segmento, porte da empresa, características setoriais, demanda e disponibilidade pelo perfil no mercado, habilidades e certificações extras, por exemplo.
       
       
      Quanto devem ganhar os profissionais em TI em 2020?
       
      Segundo a Robert Half, estas são as perspectivas médias salariais para os profissionais de tecnologia previstas para o ano que vem:
       
      Chief Technology Officer (CTO) - 24.700/ 32.000/ 41.350/ 50.300
      Cientista de Dados - 13.100/ 17.000/ 21.950/ 26.700
      Gerente de TI Generalista - 15.450/ 20.000/ 25.850/ 31.450
      Desenvolvedor full stack sênior - 8.100/ 10.500/ 13.550/ 16.500
      Analista de Segurança da Informação Sênior - 7.750/ 10.000/ 12.950/ 15.750.
       
       
       Fonte 
    • By GNMilasi
      O que a TI nos reserva para 2020?
       
      Corrida não deve ser pela tecnologia mais recente, mas sim pela que realmente contribui para uma melhoria real das operações
       

       
      Nos últimos anos as mudanças tecnológicas aceleraram de maneira exponencial. Tanto em nossa vida pessoal quanto nas empresas, parecia que nunca poderíamos ter a "tecnologia mais recente" porque novos produtos e atualizações surgem quase que imediatamente.
       
      Mas, em 2020, confirmaremos que a corrida não deve ser pela tecnologia mais recente, mas sim pela que realmente contribui para uma melhoria real das operações comerciais e garanta uma melhor experiência do trabalho para as pessoas, o que resultará em maior produtividade, melhor atendimento ao cliente e um maior compromisso com a empresa. Tudo isso, claro, sem descuidar da segurança dos dados. Acredito que, em 2020, veremos:
       
       
      Fim da moda da ‘Transformação Digital’
       
      Nos últimos anos as empresas começaram a incorporar novas tecnologias com o desejo de “transformar”. No entanto, muitos acabaram com processos mais complexos e sem conseguir ver mudanças reais em seus negócios. O fim da moda chegou. Em 2020, veremos claramente a transição da transformação digital para a transformação humana, onde as tecnologias implementadas devem se concentrar no aprimoramento do trabalho das pessoas, na simplificação dos fluxos de trabalho e no aumento da produtividade.
       
       
      Inteligência artificial, machine learning e assistentes virtuais na área de trabalho
       
      Essas tecnologias serão essenciais para criar um espaço de trabalho centrado nas pessoas. Isso permitirá alcançar o desejado equilíbrio entre as demandas dos usuários e as necessidades das equipes de TI. As empresas podem oferecer áreas de trabalho personalizadas, unificadas e integradas que ajudam os colaboradores a serem mais produtivos.
       
      A IA e o machine learning ajudarão a automatizar tarefas repetitivas, mas, acima de tudo, ajudarão a entender e a aprender como cada funcionário deseja trabalhar, como é o seu comportamento em termos de segurança e a monitorar como o espaço de trabalho funciona. Os assistentes virtuais, por sua vez, nos ajudarão a encontrar mais rapidamente as informações e aplicativos que precisamos para trabalhar, “devolvendo” o tempo que perdemos hoje. Eles também obterão um conhecimento completo de como trabalhamos e do que gostamos – o que é essencial para nos ajudar a acelerar os fluxos de trabalho e automatizar tarefas simples.
       
       
      Nuvem híbrida: a escolhida
       
      Neste ano, finalmente deveremos admitir que a nuvem híbrida é a modalidade predominante do futuro. Passamos anos discutindo se a nuvem deveria ser privada, pública ou híbrida, mas a verdade é que, no final das contas, o modelo que realmente funciona nas empresas é o híbrido.
       
      Nem todas as nuvens híbridas requerem conectividade de rede de baixo nível ou VPN entre vários pontos e, mesmo toda vez que uma empresa adquire um novo aplicativo SaaS, ela adiciona outra nuvem ao seu ambiente. Em resumo: o mundo, por definição, pertence à nuvem híbrida.
       
       
      ‘Tudo como serviço’
       
      Na América Latina vimos um aumento na adoção de tecnologias SaaS, mas também muitas aplicações ainda estão sendo desenvolvidos por equipes internas e de uma maneira muito diferente: são aplicações de microsserviços.
       
      Claramente esses tipos de aplicações requerem novas abordagens para desenvolvimentos e operações. Grandes fornecedores de nuvem estão lentamente entrando no data center corporativo com a promessa de oferecer "tudo como serviço" para o novo mundo em que estamos rapidamente entrando.
       
      Em 2020 continuaremos a dar passos na América Latina para a construção do Futuro do Trabalho. As tecnologias que oferecem flexibilidade serão as escolhidas e as empresas que as adotarem criarão maneiras mais inteligentes de trabalhar e, consequentemente, liberarão a inovação para seus colaboradores.
       
       
      Fonte

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