Jump to content
gabriellkerber

notícia Luz é armazenada e transportada pela primeira vez

Rate this topic

Recommended Posts

Luz é armazenada e transportada pela primeira vez

 

image.png.119984cba8bfdd85fd8253ee95c26fc8.png

Átomos de rubídio-87 são transportados para a área de teste principal, uma câmara de vácuo feita sob medida. Depois de resfriados a temperaturas de apenas alguns microkelvins, eles são usados para transportar a luz.

 

Transporte de luz

Os físicos já haviam conseguido transportar antimatéria, mas agora eles conseguiram um feito que é um verdadeiro marco na ciência: Eles transportaram a luz.

É claro que a luz pode ir a qualquer lugar na velocidade máxima do Universo, mas aqui não se trata de disparar um pulso de luz: Wei Li e seus colegas da Universidade de Mainz, na Alemanha, armazenaram a luz em uma memória quântica, transportaram essa memória por uma distância de 1,2 milímetro e então capturaram de novo o pulso de luz que ficara guardado lá.

Eles demonstraram que o processo de transporte controlado e sua dinâmica têm um impacto pequeno nas propriedades da luz armazenada, permitindo a leitura dos dados armazenados nela.

Para isso, a equipe usou átomos do elemento rubídio 87 ultrafrios como meio de armazenamento para a luz, a fim de alcançar um alto nível de eficiência de armazenamento e uma longa vida útil dos pulsos luminosos.

"Por assim dizer, nós armazenamos a luz colocando-a em uma mala, só que no nosso caso a mala era feita de uma nuvem de átomos frios. Nós movemos esta mala por uma curta distância e depois retiramos a luz novamente. Isso é muito interessante não só para a física em geral, mas também para a comunicação quântica, porque a luz não é muito fácil de 'capturar', e se você quiser transportá-la para outro lugar de forma controlada, geralmente ela acaba sendo perdida," explicou o professor Patrick Windpassinger, coordenador da equipe.

 

Como transportar a luz

Usando uma técnica conhecida como transparência induzida eletromagneticamente, pulsos de luz incidentes podem ser capturados e mapeados de forma coerente para criar uma excitação coletiva de átomos, que funcionam então como meio de armazenamento - uma memória.

Como o processo é reversível, a luz pode ser recuperada novamente com alta eficiência - de fato, esse processo já foi utilizado para armazenar a luz por até 1 minuto, mas até agora sem tirá-la do lugar.

A equipe havia desenvolvido recentemente uma técnica que permite que conjuntos de átomos frios sejam transportados em uma espécie de "esteira" - uma correia transportadora para a luz -, criada por dois feixes de laser. A vantagem desse método é que um número relativamente grande de átomos pode ser transportado e posicionado com um alto grau de precisão sem perda significativa de átomos e sem que os átomos sejam acidentalmente aquecidos.

Eles agora conseguiram usar essa esteira óptica para transportar nuvens atômicas que servem como uma memória de luz. As informações inicialmente armazenadas na luz podem ser recuperadas posteriormente no local de destino.

 

image.png.330bc75df66d082950c094f418772488.png

 

Uma das técnicas desenvolvidas pela equipe consiste em usar fibras ópticas ocas como correia transportadora para a luz. No detalhe, o pulso de luz sendo transportado

 

Memória pista de corrida

A equipe pretende a seguir otimizar seu aparato experimental, na tentativa de desenvolver uma memória do tipo pista de corrida para a luz, com seções separadas de leitura e escrita - esse tipo de memória, também conhecido como racetrack, só que para elétrons, vem sendo pesquisada há mais de uma década para substituir os discos rígidos.

Se funcionar com luz, uma memória pista de corrida pode não apenas ser muitíssimo mais rápida, mas também funcionar diretamente com qualquer tecnologia quântica ou fotônica.

A manipulação controlada e o armazenamento de informações quânticas - bem como a capacidade de recuperá-las - são pré-requisitos essenciais para a comunicação usando partículas elementares e para executar operações nos computadores quânticos.

Por sua vez, as memórias quânticas ópticas, que permitem o armazenamento e a recuperação de informações transportadas pela luz, são essenciais para redes de comunicação quântica escalonáveis - por exemplo, essas memórias podem constituir blocos de construção de repetidores quânticos ou ferramentas em computação quântica linear.

 

Fonte = https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=luz-armazenada-transportada-pela-primeira-vez&id=010110201014#.X4n_6-1v9PY

Edited by gabriellkerber
  • Like 4

Share this post


Link to post
Share on other sites

Vivendo e aprendendo ... essas cabeças pensantes somadas à tecnologia são simplesmente fantásticas. Parabéns pelo tópico.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.


  • Similar Content

    • By elias.girardi
      O protótipo já foi testado em corações humanos isolados e em animais. [Imagem: Northwestern/George Washington universities]
       
      Eletrônica médica
       
      A eletrônica flexível está prestes a fazer sua estreia em uma área crucial, onde ela pode servir não para entretenimento ou computação, mas para salvar vidas diretamente.
       
      A equipe do professor John Rogers, pioneira no campo dos eletrônicos flexíveis, desenvolveu um balão cirúrgico contendo eletrônica flexível avançada que pode melhorar o diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas.
       
      Os catéteres-balão são frequentemente usados durante cirurgias minimamente invasivas ou procedimentos de ablação, onde servem para realizar medições ou desempenhar funções terapêuticas, sendo inseridos por meio de pequenas incisões. Mas eles também podem ser inseridos no coração para tratar arritmias cardíacas, localizando e removendo a região do tecido que causa a arritmia.
       
      Atualmente, no entanto, a maioria dos catéteres-balão é rígida, o que significa que não se adaptam bem às superfícies moles do coração. Além disso, esses dispositivos podem desempenhar apenas uma função por vez, exigindo que os médicos usem vários catéteres durante o procedimento.
       
      Usando sua experiência em eletrônica flexível e elástica, Mengdi Han e seus colegas criaram um sistema elástico que se adapta às superfícies do tecido, o que o permite funcionar simultaneamente como um dispositivo de diagnóstico e terapêutico.
       
      Catéter-balão para diagnóstico e terapêutica
       
      O dispositivo é feito de interconexões de ouro extensíveis ensanduichadas entre uma folha de poli-imida flexível para formar uma superfície que se deforma sem perder a funcionalidade. O catéter pode esticar até 30% nas duas direções sem causar danos ao material ou aos circuitos eletrônicos e sensores.
       

      Esquema dos circuitos e sensores e foto no detalhe de um dos chips incorporados no cateter. [Imagem: Mengdi Han et al. - 10.1038/s41551-020-00604-w]
       
      A equipe testou o catéter usando modelos computacionais, modelos de coração de plástico e corações humanos e de animais reais. Eles confirmaram que o catéter eletrônico flexível tem vantagens sobre os dispositivos médicos atuais, tanto na forma física quanto na funcionalidade.
       
      "Nós pegamos novos materiais inovadores e técnicas de fabricação normalmente empregadas pela indústria de semicondutores e as aplicamos ao campo médico, neste caso à cardiologia, para promover uma nova classe de instrumentos médicos que irão melhorar os resultados cardíacos para os pacientes e permitir que os médicos ofereçam cuidados melhores, um atendimento mais seguro e específico para o paciente," disse o professor Igor Efimov, membro da equipe.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=eletronica-flexivel-rumo-salas-cirurgia&id=010110201028#.X5lb__lKgdU
    • By kielkg
      Preciso do esquema Elétrico para identificar o CI PQ901, que tipo é e como achar ele pra comprar.
      Pois o mesmo esta com curto e não esta fazendo a placa ligar. Acende o led de carregamento da bateria, porem não liga.
      Alguém me ajude!!!
    • By djsync
      Ilustração da tela meta-OLED e da camada metafotônica de base, que melhora o brilho e as cores da tela.

       
      Tela de OLEDs
      Reaproveitando uma pesquisa para fazer painéis solares mais finos, pesquisadores criaram a base para fabricar telas de resolução ultra-alta. Essa potencial tela de OLEDs - diodos emissores de luz orgânicos - promete imagens mais brilhantes, com cores mais puras e mais de 10.000 píxeis por polegada - para comparação, os celulares mais modernos têm telas entre 400 e 500 píxeis por polegada.
       
      Ao trabalhar com eletrodos usados em painéis solares ultrafinos, pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma nova arquitetura de OLED que reduz a espessura dos componentes e mantém sua alta eficiência energética. A equipe vinha trabalhando em uma tecnologia de metassuperfícies dinâmicas que controlam a luz com vistas a fabricar um painel solar ultrafino - metassuperfícies são superfícies cheias de ranhuras ou saliências que funcionam como antenas e espelhos para a luz.
       
      Ocorre que uma célula solar é como um píxel de tela funcionando ao contrário: Enquanto uma célula solar pega a luz e gera eletricidade, o píxel pega a eletricidade e gera a luz.
       
      "Nós tiramos vantagem do fato de que, em nanoescala, a luz pode fluir em torno dos objetos de modo parecido com a água," explicou o professor Mark Brongersma. "O campo da fotônica em nanoescala continua trazendo novas surpresas e agora estamos começando a impactar tecnologias reais. Nossos projetos funcionaram muito bem para células solares e agora temos a chance de impactar as telas da próxima geração."
       

      A tecnologia fotônica é a mesma dos metamateriais usados nos mantos de invisibilidade.
      [Imagem: Won-Jae Joo et al. - 10.1126/science.abc8530]
       
      Tela de metassuperfície
      A inovação crucial por trás do painel solar e do novo OLED é uma camada de metal reflexivo com ondulações em nanoescala, chamada metassuperfície óptica. A metassuperfície pode manipular as propriedades reflexivas da luz e, assim, permitir que as diferentes cores ressoem nos píxeis. Essas ressonâncias são essenciais para facilitar a extração de luz dos OLEDs.
      "Isso é semelhante ao modo como os instrumentos musicais usam ressonâncias acústicas para produzir tons bonitos e facilmente audíveis," comparou Brongersma.
       
      Ocorre que os emissores vermelhos, por exemplo, têm um comprimento de onda de luz maior do que os emissores azuis, o que, nos OLEDs RGB convencionais se traduz em subpíxeis de alturas diferentes. Isso é inconveniente porque, para criar uma tela plana, os materiais depositados acima dos emissores de luz devem ser dispostos em espessuras desiguais.
      O que a equipe criou foi um OLED no qual as ondulações da camada de base permitem que cada píxel tenha a mesma altura, facilitando o processo de fabricação.
       
      Em comparação com os OLEDs brancos filtrados por cor - como os que são usados nas TVs OLED -, os novos píxeis apresentaram uma pureza de cor mais alta e um aumento de duas vezes na eficiência de luminescência - uma medida de quão brilhante é a tela em comparação com quanta energia ela gasta. E, como são fabricados em nanoescala, eles permitem uma densidade de até 10.000 píxeis por polegada.
       
      A tecnologia foi repassada à Samsung, parceira da pesquisa, que agora está trabalhando em sua adaptação para a escala industrial.
       
      fonte: inovacaotecnologica
    • By elias.girardi
      O 6G exigirá células de rádio por todos os lados, o que implica em baixo consumo de energia e baixa emissão de campos eletromagnéticos. [Imagem: IPQ, KIT / Nature Photonics]
       
      6G
       
      As futuras redes sem fio de 6ª geração (6G) consistirão em uma infinidade de pequenas células de rádio que precisarão ser conectadas por links de comunicação de banda muito larga.
       
      Ainda não sabemos exatamente como serão esses equipamentos, que irão superar a tecnologia 5G, mas a transmissão sem fio em frequências terahertz (THz) representa um caminho particularmente atrativo e flexível.
       
      Engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, apostam nessa solução e acabaram de dar uma demonstração de que as possibilidades de um 6G THz não ficam apenas na teoria.
       
      Tobias Harter e seus colegas desenvolveram um novo conceito para receptores terahertz de baixo custo que consistem em um único diodo combinado com uma técnica de processamento de sinais dedicada. Isso representa uma "célula de rádio" minimalista, capaz de operar com um consumo de energia mínimo e baixa emissão de campos eletromagnéticos.
       
      "Em seu núcleo, o receptor consiste em um único diodo, que retifica o sinal terahertz," diz Harter. O diodo é do tipo diodo de barreira Schottky, que oferece uma grande largura de banda e é usado como um detector para recuperar a amplitude do sinal terahertz.
       

      O rádio 6G é formado por um único diodo. [Imagem: Tobias Harter et al. - 10.1038/s41566-020-0675-0
       
      Retificação
       
      A grande dificuldade para a simplificação da tecnologia é que a decodificação correta dos dados exige o aproveitamento da fase dependente do tempo da onda terahertz, que geralmente é perdida durante a retificação.
       
      Para superar esse problema, Harter usou técnicas de processamento digital de sinais em combinação com uma classe especial de sinais de dados, para os quais a fase pode ser reconstruída a partir da amplitude por meio das chamadas relações de Kramers-Kronig - uma relação matemática entre a parte real e a parte imaginária de um sinal analítico.
       
      Em um experimento de prova de conceito, a equipe demonstrou uma transmissão recorde: uma taxa de dados de 115 Gbit/s e uma frequência portadora de 0,3 THz em uma distância de 110 metros.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=redes-6g-receptores-terahertz&id=010150201026#.X5cx5PlKgdU
    • By Luiz Soares
      Bom dia, estou com esse note aqui e nada de áudio. instalei sistema novo, driver original e não reconhece, troquei o chip e permanece o erro. Alguém pode dar umas dicas?

SOBRE O ELETRÔNICABR

EletrônicaBR é o melhor fórum técnico online, temos o maior e mais atualizado acervo de Esquemas, Bios e Firmwares da internet. Através de nosso sistema de créditos, usuários participativos têm acesso totalmente gratuito. Os melhores técnicos do mundo estão aqui!
Técnico sem o EletrônicaBR não é um técnico completo! Leia Mais...
×
×
  • Create New...