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notícia Memória magnética bate recorde e atinge velocidade de transistores

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Memória magnética rápida

Uma equipe internacional de pesquisadores e engenheiros criou uma nova técnica para inversão da magnetização - o processo usado para gravar e apagar informações em memórias magnéticas - que é quase 100 vezes mais rápida do que os dispositivos spintrônicos de última geração.

O avanço promete viabilizar o desenvolvimento de memórias magnéticas ultrarrápidas para chips de computador - além de gastar pouca energia, elas mantêm os dados mesmo na falta de energia.

Componentes spintrônicos são alternativas atraentes às memórias de computador convencionais - a família das RAMs -, mas têm ficado restritos aos discos de backup por suas velocidades relativamente lentas, já que dependem de memórias magnéticas, que demoram mais para serem manipuladas do que as elétricas.

Kaushalya Jhuria e seus colegas demonstraram agora uma técnica que usa pulsos elétricos extremamente curtos - 6 picossegundos de duração - para alternar a magnetização de um filme fino em um dispositivo magnético com grande eficiência energética.

Um picossegundo equivalente a um trilionésimo de segundo, o que coloca as memórias magnéticas na mesma casa com que é medida a velocidade das memórias RAM atuais.

Memória spintrônica

Nas memórias convencionais, os 0s e 1s dos dados binários são armazenados como os estados "ligado" ou "desligado" de transistores de silício individuais. Nas memórias magnéticas, essa mesma informação é armazenada como polaridades opostas da magnetização, que geralmente são consideradas como os estados "para cima" ou "para baixo".

Componentes spintrônicos de última geração são feitos com componentes que apresentam um efeito conhecido como torque spin-órbita. Nesses componentes, uma pequena área de um filme magnético (um bit magnético) é depositada sobre um fio metálico. Uma corrente fluindo através do fio gera um fluxo de elétrons com um momento magnético, também chamado de spin. Isso, por sua vez, exerce um torque magnético - chamado de torque spin-órbita - no bit magnética. E o torque spin-órbita pode então mudar a polaridade do bit.

Componentes de última geração que funcionam com base nesse princípio exigem pulsos de corrente de pelo menos 1 nanossegundo para gravar ou apagar o bit magnético, enquanto os transistores nas memórias RAM de última geração alternam em apenas 1 a 2 picossegundos (1 nanossegundo equivale a 1000 picossegundos).

A equipe conseguiu chavear sua memória spintrônica em 6 picossegundos, o que a torna vantajosa para muitas aplicações, considerando que ela consome menos energia e é não-volátil.

"A alta eficiência energética deste novo processo de comutação magnética ultrarrápida foi uma grande e muito bem-vinda surpresa," disse o professor Jeffrey Bokor, da Universidade de Berkeley. "Esse dispositivo spintrônico de alta velocidade e baixo consumo de energia pode potencialmente enfrentar as limitações de desempenho dos sistemas de memória de nível de processador atuais e também pode ser usado para aplicações lógicas."

 

Bibliografia:

Artigo: Spin-orbit torque switching of a ferromagnet with picosecond electrical pulses
Autores: Kaushalya Jhuria, Julius Hohlfeld, Akshay Pattabi, Elodie Martin, Aldo Ygnacio Arriola Córdova, Xinping Shi, Roberto Lo Conte, Sebastien Petit-Watelot, Juan Carlos Rojas-Sanchez, Gregory Malinowski, Stéphane Mangin, Aristide Lemaître, Michel Hehn, Jeffrey Bokor, Richard B. Wilson, Jon Gorchon
Revista: Nature Electronics
DOI: 10.1038/s41928-020-00488-3

 

Fonte: Site Inovação Tecnológica

https://www.inovacaotecnologica.com.br

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      SoundBeamer usa ultrassom direcionado às orelhas do usuário para criar uma "bolha" com sons que só ele pode ouvir

       
      Uma empresa israelense chamada Noveto Systems desenvolveu um sistema de som que é capaz de trasmitir música diretamente para o ouvido dos usuários, sem a necessidade de fones de ouvido. Batizado de SoundBeamer 1.0, o aparelho usa ultrassom para criar uma "bolha" de áudio ao redor do ouvinte, que escuta os sons normalmente. Entretanto, pessoas que estiverem fora da bolha não ouvem nada.
       

       
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      A empresa não pretende produzir o SoundBeamer: em vez disso irá licenciar a tecnologia para uso em várias categorias de produto e mercados. A expectativa é que aparelhos como o SoundBeamer estejam no mercado em 2021. 
       
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    • By dionathaikki
      Pessoal perdi esse pad na hora de destravar um xbox 360 slim corona v4,qual trilha eu devo fazer pra recuperar??

    • By elias.girardi
      O rover Perseverance, que faz parte da missão Mars 2020, da NASA, foi lançado em julho e segue viagem com destino a Marte, devendo chegar ao Planeta Vermelho em fevereiro do ano que vem e pousar na cratera Jezero. Enquanto isso não acontece, um dos microfones do sistema a bordo do rover gravou os sons da nave, enquanto ela viaja pelo espaço interplanetário.
       
      Depois do pouso, poderemos ouvir sons marcianos, já que o rover está equipado com dois microfones: um é feito para ouvir as transmissões do instrumento SuperCam, que vai vaporizar rochas com disparos a laser, enquanto o outro irá capturar o que for possível da sequência entrada, descida e pouso (EDL) em Marte. Assim, os dados de áudio deste último instrumento foram coletados em outubro, durante uma análise do sistema da câmera e do microfone do rover, que terão a tarefa de registrar um pouco da emoção do momento da descida na cratera Jezero.
       
      Confira o áudio:
       
       
      O arquivo de som foi processado pela DPA Microphones, empresa que produziu o microfone EDL da Mars 2020. David Gruel, gerente de testes e lançamento da Mars 2020, explica que a captação de áudio é importante porque indica que o sistema está funcionando e pronto para gravar um pouco do som do pouso. Só que esse microfone não foi feito para missões espaciais, então a equipe não sabe bem o que esperar do grande dia: “ter som em um pouso é algo legal de se conseguir, não essencial", acrescentou. "Se não acontecer, não vai impedir nem um pouco a missão de descobertas na cratera Jezero. Mesmo que somente uma parte da sequência de pouso seja captada em áudio, seria incrível".
       
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      Ilustração com destaque para o microfone EDL (Imagem: Reprodução/Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
       
      O rover Perseverance segue viagem junto do helicóptero Ingenuity, que levará tecnologias de voo para serem testadas em outro planeta. Há cerca de um mês, a NASA comunicou que a missão já havia percorrido metade do trajeto para Marte — a nave deverá entrar na atmosfera marciana em 18 de fevereiro de 2021.
       
      Um dos principais objetivos da Mars 2020 é a busca por sinais de vida microbiana antiga em nosso planeta vizinho. Além disso, o rover vai caracterizar a geologia do planeta e seu clima do passado, abrindo caminho para a exploração humana de Marte, e esta será também a primeira missão a coletar e armazenar amostras de rochas e regolito marciano. Essas amostras serão trazidas para a Terra na campanha Mars Sample Return, em uma parceria com a Agência Espacial Europeia.
       
      Fonte: https://canaltech.com.br/espaco/microfone-no-rover-perseverance-grava-sons-da-viagem-rumo-a-marte-ouca-174962/

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