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elias.girardi

notícia Distribuição de eletricidade por corrente contínua ganha novo impulso

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A inovação consiste em uma espécie de dopagem do plástico, criando um revestimento com maior capacidade de isolamento. [Imagem: Yen Strandqvist/Chalmers University of Technology]

 

Cabos HVDC

 

É bem conhecida a briga entre Thomas Edison, que propunha a adoção da corrente contínua (CC), e Nikola Tesla, que propunha a adoção da corrente alternada (CA).

 

Tesla venceu, e hoje virtualmente toda a infraestrutura elétrica mundial usa a corrente elétrica alternada.

 

Nos últimos anos, porém, vários estudos têm demonstrado que há vantagens em migrar o sistema elétrico para corrente contínua.

 

De fato, cabos de corrente contínua de alta tensão podem transportar eletricidade de maneira eficiente por longas distâncias. Por isso tem havido muito esforço para o desenvolvimento de novas camadas de isolamento, que permitam que esses cabos HVDC (High Voltage Direct Current Cables) sejam enterrados no subsolo ou lançados no fundo do mar, como os cabos de telecomunicações.

 

"Para lidarmos com a crescente demanda global por eletricidade, cabos HVDC eficientes e seguros são um componente essencial. O fornecimento de energia renovável pode flutuar, portanto, ser capaz de transportar eletricidade através de redes de longa distância é uma necessidade para garantir um sistema de distribuição estável e confiável," comenta o professor Christian Müller, da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia.

 

Revestimento de baixa condutividade

 

Uma das maneiras de reduzir a perda de eletricidade durante a transmissão é aumentando o nível de tensão de corrente contínua. O problema é que aumentar a tensão afeta o isolamento dos cabos de corrente contínua de alta tensão atuais.

 

A equipe do professor Müller desenvolveu então uma nova forma de reduzir a condutividade desse revestimento isolante. Para isso, eles foram buscar inspiração no processo de dopagem usado na eletrônica - a adição de quantidades minúsculas de um material para controlar as propriedades do material principal, normalmente o silício.

 

A base do novo material é o conhecido polietileno, que já é usado para isolamento em cabos HVDC. Ao adicionar quantidades muito pequenas - 5 partes por milhão - do polímero conjugado conhecido como poli(3-hexiltiofeno), ou P3HT, os pesquisadores conseguiram diminuir a condutividade elétrica do revestimento em até três vezes.

 

O aditivo P3HT é um material amplamente estudado e, dadas as pequenas quantidades necessárias, abre novas possibilidades para os fabricantes de cabos. Outras possíveis substâncias, testadas anteriormente para reduzir a condutividade, são nanopartículas de vários óxidos metálicos e outras poliolefinas, mas estas requerem quantidades significativamente maiores.

 

"Na ciência dos materiais, nós nos esforçamos para usar aditivos nas menores quantidades possíveis, a fim de aumentar o potencial de sua utilização pela indústria e para um melhor potencial de reciclagem. O fato de que apenas uma pequena quantidade desse aditivo é necessária para conseguir o efeito é uma grande vantagem," disse Müller.

 

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A inovação abre uma nova área de pesquisas na utilização de compostos poliméricos no campo da energia e da eletrônica. [Imagem: Amir Masoud Pourrahimi et al. - 10.1002/adma.202100714]

 

Plásticos para transporte e armazenamento de energia

 

Os polímeros conjugados, como o P3HT, têm sido usados para projetar dispositivos eletrônicos flexíveis e fabricados por impressão, no campo da eletrônica orgânica.

 

No entanto, esta é a primeira vez que eles são usados e testados como aditivos para modificar as propriedades de um plástico commodity, como o polietileno. Por isso, os pesquisadores acreditam que sua descoberta pode levar a inúmeras novas aplicações e direções de pesquisa.

 

"Nossa esperança é que este estudo possa realmente abrir um novo campo de pesquisa, inspirando outros pesquisadores a olhar para o design e a otimização de plásticos com propriedades elétricas avançadas para aplicações de transporte e armazenamento de energia," disse Müller.

 

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=distribuicao-eletricidade-corrente-continua-ganha-novo-impulso&id=010115210914

 

Edited by elias.girardi
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    • By elias.girardi
      Telescópio James Webb chegou à Guiana Francesa para ser lançado. Imagem: NASA / Chris Gunn
       
      Previsto para ser lançado em 18 de dezembro, o telescópio James Webb chegou na terça-feira (12), em Kourou, na Guiana Francesa, lugar de onde será enviado ao espaço. O transporte do que é considerado o maior e mais complexo observatório das ciências espaciais demorou 16 dias entre Califórnia e a América do Sul. Foram 9,3 mil km entre o Pacífico e Atlântico.
       
      O lugar de lançamento ocorrerá a uma distância de 250 km do Brasil. O percurso até a base espacial — aberta a visitações — é de pouco mais de três horas saindo de Oiapoque, no Amapá.
       
      A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, coordenadora do projeto, informou que o telescópio será preparado ao longo de dois meses na Guiana Francesa antes de ser enviado através do foguete Ariane 5, lançador usado pela Agência Espacial Europeia para colocar satélites artificiais em órbita no espaço.
       
      Ao ser colocado para funcionar no espaço, o Webb tem previsão de revelar "percepções sobre todas as fases da história cósmica — desde logo após o big bang — e ajudará na busca por sinais de habitabilidade potencial entre os milhares de exoplanetas que os cientistas descobriram nos últimos anos", informou a Nasa, em comunicado.
       
      "O Telescópio Espacial James Webb é uma conquista colossal, construído para transformar nossa visão do universo e fornecer ciência incrível. Vai olhar para 13 bilhões de anos antes, para a luz criada logo após o big bang, com o poder de mostrar à humanidade os confins do espaço que já vimos. Agora estamos muito perto de desvendar mistérios do cosmos", comentou o coordenador do projeto Bill Nelson, da Nasa.
       
      A viagem até a América do Sul
       
      O James Webb chegou desmontado na Guiana Francesa. Depois de concluir os testes, os componentes do observatório foram guardados em um contêiner customizado e ambientalmente controlado.
       

      Telescópio chamou atenção de moradores, em Kourou, na Guiana Francesa. Imagem: Divulgação/NASA.
       
      Para transportar o Webb à base de lançamento, a equipe fez um minucioso levantamento do percurso que o telescópio passaria, com a altura dos semáforos e buracos nas ruas por onde o contêiner percorreria e até eventuais oscilações do clima durante a viagem oceânica.
       
      Segundo a Nasa, era possível levar o telescópio por avião, mas optaram pelo mar porque existem sete pontes entre o aeroporto de Caiena — capital da Guiana Francesa — e a base espacial europeia, o que colocaria em risco a operação.
       
      Até a América do Sul, o navio percorreu velocidade de 27 km por hora, permitindo que o contêiner balançasse de maneira suave, sem qualquer dano ao telescópio.
       
      Para manter o contêiner sem impurezas que comprometessem a qualidade do telescópio, os cientistas ainda desenvolveram no navio um sofisticado sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado que monitorava e controlava a umidade e a temperatura dentro do contêiner.
       
      Além disso, vários reboques carregados com dezenas de garrafas pressurizadas, forneciam um suprimento contínuo de ar puro, manufaturado e seco para o interior do contêiner.
       
      O James Webb
       
      Projetado na década de 1990, o telescópio foi inicialmente programado para ser lançado na década de 2000, mas uma série de problemas de desenvolvimento levou a vários adiamentos e a um grande aumento em seu custo, por volta de 10 bilhões de dólares.
       

      James Webb foi desmontado para viagem entre oceanos. Imagem: Divulgação/Nasa.
       
      O telescópio será colocado em órbita ao redor do sol, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra. Outro telescópio espacial, o Hubble, lançado em 1990 e ainda em operação, gira em torno de nosso planeta a 600 km de distância.
       
      O programa de observação para o primeiro ano de atividade do telescópio já foi estabelecido. Cientistas de 44 países enviaram mais de mil projetos no total, dos quais pouco menos de 300 foram selecionados por um comitê especializado.
       
      Entre eles está a observação de exoplanetas, isto é, planetas que estão fora do sistema solar. Com James Webb, será possível analisar a composição de suas atmosferas, em busca de água ou CO2, por exemplo.
       
      Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/10/15/telescopio-james-webb-chega-a-base-espacial-guiana-francesa.htm
       
    • By elias.girardi
      Lembra do episódio "Metalhead" da série Black Mirror, com aqueles cães-robôs caçando os humanos sobreviventes em um futuro distópico? Parece que a ficção está começando a virar realidade. Uma imagem compartilhada no Twitter pelo fabricante de robôs militares Ghost Robotics é, no mínimo, perturbadora.
       
      No post publicado recentemente é possível ver um cão-robô quadrúpede com um rifle automático — usado por franco-atiradores — amarrado nas costas com a seguinte legenda: “Mantendo nossas equipes de operações especiais armadas com a mais recente inovação em letalidade”.
       

       
      A inovação, no caso, é chamada Rifle de Uso Especial Não Tripulado (SPUR, na sigla em inglês). O sistema conta com uma arma Creedmoor de 6,6 milímetros de alta precisão, utilizada por atiradores de elite no campo de batalha para atingir alvos móveis e estáticos em longas distâncias.
       
      SPUR
       
      O cão robótico fez sua estreia no salão de exposições da convenção anual da Associação do Exército dos EUA, realizada no país norte-americano. A “atração” foi apresentada como o primeiro sistema não tripulado equipado com uma arma letal de longo alcance.
       
       
      Segundo a Ghost Robotics, o SPUR pode ser instruído remotamente por um operador humano para limpar o cano, carregar a munição e proteger a arma. O rifle já vem equipado com um silenciador instalado na parte frontal, fazendo com que os oponentes tenham dificuldade para determinar de onde o tiro partiu.
       
      “Nosso cão-robô é capaz de disparar com precisão a uma distância de até 1.200 metros. Este sistema não tripulado também apresenta capacidades de estabilização impressionantes como resultado de seu design quadrúpede e dos vários sensores integrados que ajudam na mobilidade”, afirma o CEO da Ghost Robotics Jiren Parikh
       
      Inteligência artificial
       
      Até agora, a Ghost Robotics não entrou em detalhes sobre o cérebro cibernético que equipa o SPUR, nem sobre o nível de autonomia que o cão-robô possui em situações de tomada de decisão. Tudo que se sabe é que ele opera com um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de identificar possíveis ameaças.
       

      SPUR pode ser controlado à distância (Imagem: Reprodução/Ghost Robotics)
       
      A empresa não deixa claro se o robô vai apenas detectar e travar potenciais inimigos, enquanto espera o comando de um operador humano para começar a atirar, ou se a máquina terá capacidade para efetuar os disparos sem a necessidade da aprovação de um controlador.
       
      Seja qual for a resposta, a simples imagem de um robô armado levanta sérias questões éticas sobre o papel das máquinas usadas por forças de segurança. Um comentário no post da Ghost Robotics mostra que a preocupação é real: “Isso é triste. Em que mundo isso é uma boa ideia?
       
      Fonte: https://canaltech.com.br/robotica/cao-robo-armado-com-rifle-parece-coisa-da-ficcao-mas-ja-existe-no-mundo-real-198747/
       
    • By Wallsom
      1. Conheci através do Google
      2. Estudante 
      3. Manutenção de placas variadas e formatações de Pc.
      4. trabalho com a eletrônica a mais de 15 anos, mais ainda sou 
      um estudante, pois sempre estamos aprendendo.
       
       
       
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      1. Conheci através do Google
      2. Estudante 
      3. Manutenção de placas variadas e formatações de Pc.
      4. trabalho com a eletrônica a mais de 15 anos, mais ainda sou 
      um estudante, pois sempre estamos aprendendo.

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