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Bioeletrônica: Um Esqueleto Artificial de silício

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Esqueleto Artificial

 

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As espículas de silício foram criadas por meio de processos químicos, e não físicos.

 

Acaba de ser desenvolvido um novo tipo de técnica para integrar dispositivos médicos ao corpo humano e demais sistemas biológicos.

 

Usando um material sintético derivado do silício, pesquisadores construíram uma espécie de esqueleto artificial, com enorme potencial de aplicação biomédica.

 

Apesar da aparência, as espículas de silício não foram feitas por impressão 3D: elas foram criadas por meio de processos químicos, que poderão ser agora utilizados para a criação de estruturas mais complexas e com mais funcionalidades.

 

"Isto cria a oportunidade para construir eletrônicos otimizados para sensoriamento e estimulação em bio-interfaces," disse Zhiqiang Luo, atualmente na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

 

Litografia 3D

 

O trabalho demonstra três avanços importantes na mesclagem de materiais biológicos com materiais semicondutores.

 

O primeiro é a demonstração daquilo que é essencialmente uma litografia tridimensional, feita por meios inteiramente químicos. A litografia tradicional é a principal ferramenta de fabricação de chips, mas ela cria componentes sobre superfícies planas.

 

O segundo foi a descoberta de uma inesperada capacidade dos átomos de ouro para funcionar como uma máscara para o processo de litografia 3D, uma alternativa tridimensional ao processo tradicional em que um material, chamado resiste, funciona como molde para os componentes eletrônicos.

 

O terceiro avanço foi a demonstração de uma forte interação entre as espículas de silício com fibras de colágeno, um material que serve como suporte nos tecidos biológicos.

 

Bioeletrônica

 

"Um dos maiores obstáculos na área da bioeletrônica e dos implantes é que a interface entre o dispositivo eletrônico e o tecido ou órgão não é robusta," explicou o professor Bozhi Tian, coordenador da equipe e especialista em tecidos ciborgues, que misturam o biológico e o eletrônico.

 

A expectativa é que as espículas de silício superem esse obstáculo, o que a equipe pretende demonstrar em novos experimentos nos próximos meses.

 

 

Fonte: http:www.inovacaotecnologica.com.br

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