Jump to content
eliasgirardi

notícia Eletrônica 3D: Como construir um chip em cima de outro

Rate this topic

Recommended Posts

010110191206-eletronica-3d.jpg

O processador comercial usado como base continuou funcionando perfeitamente após a deposição da segunda camada de circuitos. [Imagem: Youngbae Son/Rose Anderson/Peterson Lab]

 

Eletrônica 3D

 

Os circuitos integrados de silício, como os processadores de computador, estão se aproximando da densidade máxima viável de transistores, por isso qualquer nova ideia é bem-vinda.

 

Como esses chips atuais são tipicamente bidimensionais, com os transistores fabricados sobre uma placa plana de silício, há tempos se vem trabalhando com componentes tridimensionais, como os transistores 3D e até transistores 4D.

 

Isso tem ajudado, mas as técnicas de fabricação são complicadas e caras, e não se aplicam a todos os componentes eletrônicos.

 

Para contornar esses inconvenientes, Youngbae Son e colegas da Universidade Michigan, nos EUA, criaram uma tecnologia muito mais simples: Usar a mesma tecnologia atual para empilhar uma segunda camada de transistores diretamente em cima de um circuito integrado já pronto, criando não componentes 3D, mas uma "eletrônica 3D".

 

Eles conseguiram isso usando um tipo diferente de semicondutor, conhecido como óxido de metal amorfo. Para aplicar essa camada de semicondutor ao chip de silício sem danificá-lo, eles cobriram o chip com uma solução contendo zinco e estanho e o giraram para criar uma camada uniforme.

 

Depois que essa camada secou em um forno, o processo foi repetido para formar uma camada de óxido de zinco-estanho com cerca de 75 nanômetros de espessura. Durante o aquecimento final, os metais se ligaram ao oxigênio no ar, criando uma camada de óxido de zinco-estanho, que foi usada para criar os transistores por litografia tradicional.

 

Esses transistores suportam tensões mais altas do que os transistores de silício abaixo.

 

010110191206-integracao-monolitica.jpg

Componentes à base de óxidos também podem funcionar em modo analógico, abrindo caminho para processadores neuromórficos. [Imagem: Youngbae Son et al. - 10.1038/s41928-019-0316-0]

 

Integração monolítica

 

Embora também não possa ser aplicado em todos os casos, esse design permite eliminar a necessidade de um segundo chip para converter entre sinais de alta e baixa tensão, que atualmente fica entre os chips de processamento, de baixa tensão, e as interfaces de usuário, de alta tensão.

 

Tensões mais altas poderiam danificar os transistores cada vez menores, o que fez com que os chips de processamento de última geração não sejam mais compatíveis com os componentes de interface de usuário de alta voltagem, que precisam funcionar com tensões mais altas para evitar efeitos como sinais de toque falsos ou configurações de brilho muito baixas em monitores.

 

Como a segunda camada de transistores pode suportar tensões mais altas, eles essencialmente dão a cada transístor de silício seu próprio intérprete para conversar com o mundo exterior. Isso evita a custo atual de usar processadores de última geração com um chip extra para converter sinais entre o processador e os dispositivos de interface - ou usar um processador de nível inferior que roda com uma voltagem mais alta.

 

Segundo a equipe, seus protótipos abrem caminho para circuitos integrados de silício que vão além da Lei de Moore, trazendo as vantagens analógicas e digitais da eletrônica de óxidos para os chips de silício de última geração.

 

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=eletronica-3d-como-construir-chip-cima-outro&id=010110191206#.XepA94NKjIU

  • Like 4

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.


  • Similar Content

    • By Alison crossfire
      Boa noite feras, Como proceder para baixar a corrente dos led desse modelo de TV pois os led estão queimando direto.
      Sera que ao trocar aquele resistor que esta próximo do conector da saída para os LED ?
       
      Tirei dois resistores do banco de resistores do Fet dos LED.

    • By Rodrigo Steffler Kohl
      Olá, sou novo no fórum, sou técnico em eletrônica de potência e trabalho na área a 8 anos, fazendo manutenção de nobreaks e establizadores.
      Perante a situação que estamos passando no país a respeito da pandemia, eu e diversos técnicos não estamos conseguindo contato com os fabricantes dos equipamentos para auxilio em pós-vendas, o que faz-nos encontrar outros meios de comunicação para ajuda, pois grande parte dos clientes não podem parar sua produção (principalmente industrias alimenticias) e nem ficar empenhados (hospitais, datacenters, provedores).
      Um breve resumo meu:
      Tenho formação em técnico de manutenção em microcomputadores e eletrotécnico, e atuo como técnico em atendimentos onsite, em clientes que possuem nobreaks e estabilizadores de médio e grande porte.
    • By eliasgirardi
      Testemunhos de sondagem recolhidos 122 metros abaixo do fundo do mar (5,7 km de profundidade) revelam uma grande população de bactérias aeróbicas. A rocha de basalto aparece em cinza, os minerais da argila em alaranjado e as células bacterianas são as esferas verdes. [Imagem: Suzuki et al. 2020, DOI: 10.1038/s42003-020-0860-1, CC BY 4.0]
       
      Bactérias abaixo do fundo do mar
       
      A vida está impregnada na Terra de uma forma que parecia impensável há poucos anos.
       
      É bom não esquecer que, há poucas décadas, os cientistas defendiam que não haveria vida nos oceanos apenas algumas centenas de metros abaixo da superfície porque, teorizavam eles, nenhum ser vivo suportaria as pressões e nem poderia viver na ausência de luz.
       
      Mal sabiam eles que nem mesmo o fundo sólido do mar representaria um limite para a vida.
       
      Biólogos e geólogos japoneses encontraram colônias enormes e prósperas de bactérias vivendo não no fundo do mar, mas no interior de rochas recolhidas 122 metros abaixo do solo oceânico.
       
      Eles usaram um navio de pesquisa que ancorou acima de três locais no Pacífico Sul e usou um tubo de metal com 5,7 quilômetros de comprimento para alcançar o fundo do oceano. Uma broca perfurou 125 metros abaixo do fundo do mar e retirou amostras, cada uma com cerca de 6,2 centímetros de diâmetro. Os primeiros 75 metros abaixo do fundo do mar são sedimentos e lama, mas os pesquisadores conseguiram coletar outros 40 metros de rocha sólida.
       
      As bactérias foram descobertas vivendo em pequenas rachaduras nessas rochas depois que os pesquisadores aperfeiçoaram um novo método de cortar rochas em fatias ultrafinas para estudar sob o microscópio.
       
      A equipe estima que as rachaduras nas rochas abrigam uma comunidade de bactérias tão densa quanto a do intestino humano - cerca de 10 bilhões de células bacterianas por centímetro cúbico. Para comparação, a densidade média de bactérias que vivem em sedimentos de lama no fundo do mar é estimada em 100 células por centímetro cúbico.
       

      A comprovação das bactérias nessas rochas profundas consumiu 10 anos de aprimoramento das técnicas de análise das rochas. [Imagem: Caitlin Devor/University of Tokyo]
       
      Vida em Marte
       
      E, tão logo comprovaram a existência de vida nas profundezas rochosas da Terra, a equipe imediatamente voltou seus olhos para o céu - mais especificamente, para Marte.
       
      Ocorre que os minerais de argila, ou silicatos, que preenchem as rachaduras nas rochas profundas do oceano têm semelhanças com os minerais encontrados nas rochas de Marte.
       
      "Essa descoberta da vida onde ninguém esperava, em rochas sólidas abaixo do fundo do mar, pode mudar o jogo para a busca pela vida no espaço," afirmou o professor Yohey Suzuki, da Universidade de Tóquio.
       
      "Os minerais são como uma impressão digital de quais condições estavam presentes quando a argila se formou. Níveis neutros a ligeiramente alcalinos, baixa temperatura, salinidade moderada, ambiente rico em ferro, rocha de basalto - todas essas condições são compartilhadas entre o oceano profundo e a argila da superfície de Marte," completou ele.
       
      Os resultados já chamaram a atenção NASA. A equipe anunciou que está discutindo uma colaboração com o Centro Espacial Johnson para projetar equipamentos e técnicas para examinar rochas coletadas da superfície de Marte pelos robôs marcianos.
       
      "Eu estou com uma super-expectativa para encontrar vida em Marte. Se não encontrarmos, então pode ser que a vida dependa de algum outro processo que Marte não possui, como placas tectônicas," ponderou Suzuki.
       
      Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=descoberta-vida-rocha-abaixo-fundo-mar-reacende-esperanca-vida-marte&id=010125200403#.XotbjUBKjIU
    • By Gilson Macedo
      Num momento como esse em que vivemos uma pandemia de covid19, esse vídeo é muito útil. Não precisamos gastar quase nada para termos uma máscara que não é 100%, mas que ajuda. 
       
       
    • By Renatta Oliveira
      Pessoal, 
       
      Preciso trocar o drive do meu xbox slim, consegui um drive funcionando perfeitamente. Mas preciso instalar o framework e key do meu neste novo Drive.
       
      Como faço isso?
       
      abraços, 

SOBRE O ELETRÔNICABR

EletrônicaBR é o melhor fórum técnico online, temos o maior e mais atualizado acervo de Esquemas, Bios e Firmwares da internet. Através de nosso sistema de créditos, usuários participativos têm acesso totalmente gratuito. Os melhores técnicos do mundo estão aqui!
Técnico sem o EletrônicaBR não é um técnico completo! Leia Mais...
×
×
  • Create New...