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notícia Lixo Eletrônico

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elias.girardi

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O uso global da informática e o intenso tráfego de informações ocasionadas pela imensa necessidade do ser humano de se comunicar fez com que a humanidade usasse cada vez mais produtos elétricos e eletrônicos. 

 

Como consequência desse uso exacerbado, os produtos eletrônicos que não são mais úteis ou muitas vezes que se encontram ultrapassados são descartados, seja em lixos comuns ou em pontos de coleta especializados, resultando em um acúmulo imenso de lixo eletrônico. Tal acúmulo é tamanho que segundo dados da Global E-waste Monitor, organização filial da ONU com o intuito de monitorar o lixo eletrônico global, aponta que já foram gerados cerca de 44,7 milhões de metros cúbicos de lixo eletrônico no mundo em 2016. Além do mais, o consumo desses produtos chegou a 60 milhões de toneladas no mesmo ano.

 

Lixo eletrônico e impacto ambiental

 

Apesar da presença dos metais pesados no meio ambiente, geralmente eles são encontrados em quantidades mínimas, pois apenas essas pequenas quantidades são essenciais para a manutenção da vida. Além disso, muitos desses minérios encontram-se abaixo do solo em regiões de difícil acesso para a vida. 

 

Contudo, o elevado incentivo do uso de equipamentos eletrônicos fez o ser humano extrair e descartar cada vez mais esses metais pesados do solo, aumentando exponencialmente a emissão desses metais na vida, o que ao ser usado em excesso, torna-se letal para a vida.

 

Ao que aponta o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Brasil é o país emergente que mais gera lixo eletrônico por habitante, ocupando o primeiro lugar na geração de lixo eletrônico, seguido do México, Marrocos, África do Sul, China, Peru, Colômbia e Índia, considerando todo o lixo eletrônico gerado a partir de PC (kg per capita). 

 

Quais países geram mais lixo eletrônico no mundo?

 

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Os dados, divulgados anualmente pela Universidade das Nações Unidas em parceria com diversos órgãos internacionais, fazem parte do relatório The Global E-waste Monitor 2020.

 

Segundo o relatório, o Brasil gerou mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2019, ficando atrás apenas da China (10,1 milhões de toneladas), EUA (6,9 milhões de toneladas), Índia (3,2 milhões de toneladas) e Japão (2,5 milhões de toneladas). Se considerarmos apenas os países da América Latina, o Brasil é o primeiro no ranking dos geradores.

 

Reciclagem de eletrônicos

 

A reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos é separada em oito categorias: eletrodomésticos (fogão, geladeira), eletroportáteis (ventilador, liquidificador), monitores, tecnologia da informação e telecomunicações (celulares, computadores), fios e cabos, pilhas e baterias, iluminação e painéis fotovoltaicos. Esse processo começa quando é determinado o fim da vida útil do aparelho eletrônico.

 

De acordo com o relatório do Projeto DATARE de 2021, coordenado pelo Cetem, se o equipamento fica obsoleto ou sofre algum dano, ele é coletado e transportado até centros de triagem de organizações atuantes em logística reversa, onde são separados por tipologia e seguem para as linhas de tratamento e recuperação de valor.

 

Principais técnicas de metalurgia para a recuperação de valor:

 

Pirometalurgia, em que partes são submetidos a altas temperaturas para a recuperação de metais e ligas metálicas;

 

Hidrometalurgia, na qual o metal é recuperado com o uso de químicos;

 

Biohidrometalurgia, em que microrganismos destroem a parte orgânica dos resíduos deixando apenas os metais.

 

Por que reciclar eletrônicos é bom para o meio ambiente?

 

Muitos dos equipamentos eletrônicos contêm grandes quantidades de metais pesados, como o Cromo, o Cádmio e o Mercúrio, que são danosos ao meio ambiente. Caso esses equipamentos sejam descartados de forma incorreta, eles podem acabar contaminando o solo da região em que são descartados causando uma série de prejuízos à vida animal e vegetal da região. Além do que, o solo da região de descarte incorreto se torna impróprio para o cultivo, uma vez que as plantas poderão acabar se contaminando com tais metais.

 

Além disso, o descarte incorreto ainda pode gerar a contaminação dos rios, lagos e bacias próximas gerando uma cadeia de contaminação que pode chegar ao ser humano.

 

Contudo, ao reciclarmos os equipamentos eletrônicos evitamos que toda essa cadeia se forme. Ao descartarmos em pontos de coleta adequados, tais componentes são levados à centros de reciclagem a qual é reciclado todos os componentes que podem ser reciclados.

 

Com isso, nós podemos evitar a contaminação do ambiente e colaborar com nossas próprias produções diminuindo os resíduos tóxicos absorvidos pelos alimentos e ainda colaborando com a preservação ambiental 

 

Curiosidades sobre a reciclagem de lixo eletrônico

 

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Sabe-se que no ano de 2020, foram disputadas no Japão as Olimpíadas e Paraolimpíadas, mas o que poucos sabem é que os anfitriões dos jogos, como uma forma de conscientizar, fizeram as medalhas olímpicas com lixo Eletrônico. Para premiar os vencedores das 46 modalidades em disputa nos jogos olímpicos de Tóquio de 2020, foi necessário coletar mais de 78 toneladas de resíduos eletrônicos e seis milhões de celulares, dos quais foram extraídos 32 quilos de ouro, 3,5 quilos de prata e 2,2 quilos de bronze. 

 

Apesar de parecer um ato novo e revolucionário, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já vem pesquisando e aperfeiçoando desde as Olimpíadas de Vancouver, em 2010 no Canadá, a utilização de materiais reciclados para a fabricação das medalhas.

 

Segundo dados informados pelo Comitê Olímpico Internacional, o projeto contou com a participação direta da população japonesa, que há cerca de dois anos recebeu uma convocação para que encaminhasse seu lixo eletrônico à reciclagem. 

 

Já no Brasil, a 12ª edição do Campus Party de São Paulo, principal evento sobre tecnologia que acontece anualmente no Brasil, pela primeira vez, trocou lixo eletrônico por ingressos. A ação foi feita em parceria com o Ministério da Tecnologia, Ciência, Inovações e Comunicações (MCTIC). 

 

Essa troca se deu pela seguinte forma, ao ser feita a troca de um item grande como um computador, CPU, impressora, monitor, ar condicionado ou 3 apetrechos menores, como teclado, mouse e celular o visitante ganhava gratuitamente um ingresso que dava direito a participar de um dia do festival. Além disso, caso o interessado levasse 4 objetos diversos, ganhava uma credencial para participar todos os dias. Segundo Gustavo Lima, Coordenador de articulação do Ministério da Tecnologia, Ciência, Inovações e Comunicações, a ação ainda foi levada ao Greenk, evento que une cultura nerd com ações sustentáveis.

 

Atitudes como essas são essenciais para gerar consciência aos participantes a adotarem a cultura da reciclagem, uma vez que qualquer pessoa que tivesse algum equipamento eletrônico velho poderia participar do evento e ainda teria a chance de descartar o equipamento que não mais utiliza.

 

Apesar de atitudes assim serem extremamente essenciais para a conscientização coletiva, atitudes como essas não devem se limitar a apenas eventos que realizam ações de conscientização. Aderir a cultura de reciclar é uma ação que pode iniciar dentro de casa e deve ser continuada em todos os ambientes. Sempre que você possuir algum equipamento eletrônico que não utilize mais, esse equipamento deve ser descartado de maneira correta nos pontos de coleta adequados para que então possam ser enviados a locais especializados.

 

 

 

 

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Fonte: https://eletronjun.com.br/2023/05/11/lixo-eletronico/

 

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  • 3 weeks later...

De fato é um problema complexo, mas não há estímulo para:

 

a) venda de peças (ou placas) para reparo ou troca a preço razoável e que sejam verdadeiramente originais... vejam a lamentável situação com baterias  e telas de celular (a maior parte de origem duvidosa). 

 

b) uma engenharia que favoreça o reparo ou troca, inclusive por leigos.

 

c) trabalharem as atualizações de softwares para dar maior vida útil.

 

O que acham?

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