Postado 13 de Outubro de 2023 2 anos Dois planetas gigantes gelados colidiram ao redor de uma estrela parecida com o Sol a 1.800 anos-luz de nós, deixando um rastro de luz e poeira. Para uma equipe de astrônomos, o evento parece explicar o aumento repentino do brilho da estrela na luz infravermelha, observado três anos antes do seu escurecimento na luz visível. Em 2021, a estrela chamada 2MASS J08152329-3859234 mostrou brilho cada vez mais fraco para telescópios que a observavam na luz visível. Depois, ela passou a ser monitorada regularmente por outros telescópios ao redor do mundo. “Um astrônomo nas redes sociais apontou que a estrela ficou mais brilhante no infravermelho por mais de mil dias antes de escurecer na luz visível”, relatou Matthew Kenworthy, coautor do novo estudo que descreve a descoberta. A rede de astrônomos profissionais e amadores estudou a estrela intensamente, acompanhando as mudanças em seu brilho ao longo de dois anos. Depois da detecção das mudanças na luz visível, ela recebeu o nome ASASSN-21qj. Após as observações, os pesquisadores concluíram que a melhor explicação para as variações na luz da estrela é a colisão entre dois exoplanetas gigantes gelados. O impacto parece ter produzido um brilho infravermelho observado pelo telescópio NEOWISE, da NASA, projetado para procurar cometas e asteroides. O vídeo abaixo simula a colisão entre os exoplanetas gigantes: O choque dos planetas gerou uma nuvem de detritos, que se moveu para a frente da estrela três anos depois — foi isso que fez ela parecer ter escurecido na luz visível. O esperado é que a nuvem comece a se dissipar nos próximos anos, e quando isso acontecer, a dispersão da luz nas partículas pode ser detectada com observatórios em solo, ou com o telescópio James Webb. Enquanto isso, os astrônomos planejam continuar observando o sistema para acompanhar seu desenvolvimento. “No fim, a massa de material ao redor do remanescente pode se condensar para formar um grupo de luas, que vai orbitar ao redor desse planeta”, sugeriu Zoe Leinhardt, coautora do estudo. O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature. Fonte: Você não tem permissão para visualizar links. Faça login ou cadastre-se.
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