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Dicas, experiências, "causos", de tudo um pouco.

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Testador simples de Fontes de TV

Este "artigo", será editado varias vezes ainda para adição de conteúdo. Data da última atualização: 11/05/18. Novo - atualizado em: 17/05/18. Novo - Atualizado em: 19/05/18.   Este projeto é 100% grátis, um membro do fórum solicitou ajuda para montar algo similar, com base no que foi pedido, depois de entender o que foi proposto inicialmente, elaborei esta versão um pouco mais funcional da coisa, apesar de ter optado por manter a simplicidade, que permite montagem sem placa de circuito impresso. Eu, @Hélio, @curtolo, e @Paulo Noce estamos pensando, e trabalhando, em melhorias, toda e qualquer sugestão é bem vinda. Quando terminarmos todos os arquivos necessários para a montagem estarão disponíveis na área de montagens.      Todos os resistores são de 1/4w com exceção de R7 que precisa ser de 5W, R7 pode ser de 3r3 ou 4r7, a diferença é pouca, e tem a finalidade de limitar o consumo de corrente a aproximados 0.40A quando a tensão de standby for 5V equiparando o brilho da lâmpada independente da tensão de standby. Quando a tensão de standby for de 3.3V basta mudar a posição da chave seletora para a posição 3.3V em que a saída ignora R7 e vai direto para a lâmpada. Os resistores de 10 Ohms tem apenas a função de atuarem como fusíveis no caso de ligação incorreta ou algo inesperado, qualquer um de valor baixo serve, 4r7, 10r, 47r, 100r etc...  As lâmpadas propostas podem ser encontradas facilmente, e com custo extremamente baixo. As chaves seletoras INVERTER ON P / T, e POWER ON P / T, são aquelas de duas posições, e 3 contatos, sendo que o contato do meio é o comum( Qualquer uma servirá. ) As chaves seletoras A/P DIM 3.3V / 5V, e STBY 5V / 3.3V aparecem separadas no esquema para ilustrar a funcionalidade, mas foram pensadas para ser apenas 1 chave de 2 posições e 6 contatos, pois a função das duas é comutar a tensão de standby provida pela fonte em teste entre 3v e 5v, R6 e R7 devem ser conectados no mesmo lado da chave os terminais centrais são as duas saídas, e do outro lado liga-se R5 e a saída direta para a lâmpada de 6.   As chaves liga e desliga são aquelas de duas posições e 2 contatos. ( Qualquer uma serve, use a que achar mais legal. ) As chaves de seleção POWER ON P / T, e INVERTER ON P / T, serve para alternar entre tensão Positiva, ou Terra, para o acionamento da fonte e do inverter, e POWER ON/OFF, e INVERTER ON/OFF são autoexplicativas. Quando o standby da fonte for de 5V a chave STBY 5V / 3.3V deve estar na posição em que R7 faz a conexão do circuito com a lâmpada de 6V. O consumo em Watts das lâmpadas de 24V e 12V foram escolhidos para propiciar um consumo de 1.25A em ambas. Como já devem ter percebido acima 3 fios saem do dispositivo com função de acionamento podem ser finos, muito pouca corrente vai passar por eles, e 4 fios fornecem alimentação, em ordem da esquerda pra direita na parte inferior temos STANDBY, 12V, 24V, e TERRA.   Havendo interesse podemos criar uma versão 2.0, com seleção automática da tensão de standby, no entanto esta versão do testador exigiria confecção de uma placa de circuito impresso, algo que esta aí acima dispensa pela simplicidade.     Novo - atualizado em: 17/05/18.      Na imagem acima vemos a correção do primeiro circuito proposto, e também umas poucas melhorias. Visto que adicionamos caminhos separados para a tensão de stanby quando for de 5V ou 3.3V usando a chave de 3 contatos, e que adicionamos um resistor em série com a lâmpada (quando selecionado 5V) para propiciar consumo equivalente independentemente da tensão que entra no standby, passou despercebido num primeiro momento que a queda de tensão sobre o resistor equipara não só a corrente consumida, mas também a tensão, tendo dito isso, o resistor R6 5V, ficou desnecessário, é importante que se use R7 5W com valor mais próximo possível do sugerido para que a tensão entre o divisor resistivo formado pela lâmpada e o R7 fique em 3.3V ou algo muito próximo disso, considero qualquer valor entre 3.1V e 3.4V aceitável. Como assim lâmpada e divisor resistivo? Uma lâmpada para o circuito nada mais é do que uma resistência... O cálculo para determinar o valor da resistência de uma lâmpada é simples, desde que tenhamos os dados. Diz a lei de Ohm Resistência = Volts / Amperes.  Então sabendo que nossa lâmpada é de 6V e que consome 5W já é possível calcular, pois 5W / 6V =  0.8333A. Sendo assim R = 6v / 0.8333A que dá: 7.2 Ohms. Sabendo a resistência da lâmpada podemos calcular qual será o consumo ofertado pela lâmpada, para as novas tensões de 5V e 3.3V. Sabendo que A = V / R: para a tensão de 3.3V teremos um consumo de: 0.45A. para a tensão de 5V teríamos sem o resistor R7 um consumo de:  0.69A. Eu queria que o consumo fosse similar nas duas tensões, para que o brilho da lâmpada ficasse sempre igual, de forma que com o passar do tempo de utilização do aparelho, poderíamos deduzir pelo brilho quando standby estivesse fornecendo menos corrente do que o normal, qual a saída mais rápida para isso? Aumentar a resistência da lâmpada que já tínhamos, e sendo assim visto que nossa lâmpada nada mais é que um resistor de 7.2 Ohms se adicionarmos o resistor de 3 Ohms 5W em série como ficaria o cálculo? 5V / 10.2 Ohms = 0.49A dããããã, mas não ficou com 0.45A, o Neo não sabe calcular as coisas... uhhuHUAEUHAE Agora refaça o cálculo utilizando a tensão correta né cara daí vai certo... Introduzindo no cálculo a queda de tensão sobre o diodo D2 (o valor da queda varia de acordo com o diodo, mas costuma-se calcular como sendo algo entre 0.3V à 0.7V). Obtemos então considerando 0.4v de queda 4.6V / 10.2 Ohms = 0.45A. Não podemos esquecer que quando aquecem o valor das resistências muda, então é normal que apesar de calcularmos exista uma margem de erro, mas para cálculos é isso aí mesmo. Com a adição do R7 formamos um divisor resistivo no ponto em que ele encontra a lâmpada, algo que havia passado despercebido no primeiro momento. A formula para o cálculo também é simples... O resistor conectado terra (no nosso caso a lâmpada) 7.2 Ohms chamamos de RB, e o resistor conectado a tensão positiva chamamos de RA, a tensão de saída onde eles se encontram chamaremos To, e a tensão que chega no RA de TI. A formula então é: To = (RB / (RB+RA)) x TI.   To = (7.2 / (7.2+3)) x 4.6 To = (7.2 /10.2) x 4.6 To = 0.7058 x 4.6 To = 3.24V   Sendo que independente do valor da tensão de entrada no standby ser 3.3V ou 5V, teremos "3.3V" disponível no divisor, não há necessidade portanto de mantermos o R6 do primeiro esquema, no circuito.   Para sinalizar que o aparelho está setado para 3.3V ou 5V inseri no circuito um led que só acenderá com a chave posicionada em 5V, e foi por isso que adicionamos D2 no circuito, para impedir que quando a chave estivesse na posição 3.3V o led ficasse aceso também. Outra mudança significativa em relação a versão anteriormente proposta, foi a redução de 7 chaves para apenas 4. STBY 5V / 3.3V agora sem a necessidade do segundo resistor de saída vira uma chave comum de 2 posições e 3 contatos. A / P DIM ON/OFF é uma chave de duas posições e 2 contatos. ( liga e desliga ). As outras duas foram substituídas por chaves de 3 posições e 4 contatos, sendo que quando na posição central o contato fica desconectado, virando para um lado comuta terra, e virando para o outro comuta a tensão positiva do standby. O @Hélio informou que o aparelho pode ser utilizado com chaves de duas posições e três contatos, para ficar ciente de como utilizar desta forma, visite o link abaixo caso não tenha vindo de lá, e leia a mensagem dele.     Na imagem abaixo vemos a versão em que foi incorporado um volt/amperímetro ao circuito usando também uma chave de 3 posições e 4 contatos para selecionar a tensão a ser medida, Standby, 12V, 24V. Visto que a maioria desses volt/amperímetros atuais precisa de alimentação externa para funcionar adequadamente vais precisar ou de uma fonte externa ou adicionar uma bateria capaz de alimentá-lo, se optar por bateria dá até pra fazer um sistema de carregamento para ela usando o standby, 12v ou 24v. Se alguém optar por algo assim e quiser compartilhar conosco a solução será legal, se precisarem de ajuda com isso estamos aí também, mas é algo que a princípio não pus no papel, por isso estou deixando apenas a ideia. Olhando pro projeto é fácil perceber que toda e qualquer carga consumida por qualquer uma das três lâmpadas é medida pelo amperímetro, o valor vai subindo de acordo com a quantidade de lâmpadas ligadas, mais uma vez, com o tempo de uso, conhecendo as placas com as quais estás trabalhando ficará fácil determinar se as fontes estão fornecendo a corrente que comumente deveriam entregar. Esta abaixo é a versão 1.2   Abaixo vou deixar as próximas duas imagens que serão explicadas uma outra hora, só pra matar a curiosidade de quem por ventura esteja curioso pra ver o que vem por aí... Lembrando que além desta abaixo que tinha objetivo de gastar uns R$: 120,00, e acho que não consegui, vou ainda produzir pelo menos mais uma versão, talvez duas, que seriam uma das duas a minha escolha caso fosse trabalhar com tvs diariamente.   Alguém vai montar esta abaixo? Não sei, tem que ter eletrônica na veia pra montar essa traquitana, mas foi um exercício interessante para a minha cachola, e claro partes das ideias abaixo podem vir a fazer parte de qualquer testador que optares por montar.    Novo - Atualizado em: 19/05/18. Então pessoal, estamos quase chegando ao fim da saga do testador de fontes de TV, esta abaixo é a versão 2.0 que conta com alguns recursos a mais e como devem ter notado utiliza apenas 1 lâmpada de 2 filamentos para os testes.   O que essa versão trás de novidades?  Ela detecta se a tensão de standby é 3.3v ou 5v, e o circuito no lado esquerdo da imagem serve para selecionar através de um único push button qual das tensões em teste aparecerá no voltímetro, e as entradas de 12v e 24v agora alimentam o mesmo filamento da lâmpada dividindo a carga entre si. Para poder testar as duas tensões 12v e 24v, em um mesmo filamento a estrategia adotada foi usar dois reguladores de tensão LM350 um para cada linha, que precisam ser regulados precisamente para a mesma tensão, no esquema estão reguladas para 10.70V mas o que vai de fato determinar a tensão na prática é a queda mínima que vai ocorrer sobre o LM350 da linha de 12V, a ideia é usar a tensão máxima possível na linha de 12V e igualar esta tensão na saída do LM350 da linha de 24V, a sugestão é usar em RV1 e RV2 trimpots de 25 voltas, para conseguir que as saídas fiquem idênticas. Estando as duas saídas com a mesma tensão elas irão dividir a carga entre si. Foram adicionados 2 leds de cores diferentes, um na saída de cada LM350 para indicar quais das tensões estão presentes.   A detecção da tensão de standby foi feita utilizando dois OP AMPs, e o conjunto zener D7 + R13. Os dois mosfets Q1 e Q2 substituíram as chaves que comutavam entre as tensões de standby. SW1 está no circuito apenas para que se possa verificar o correto comutamento das possíveis tensões de standby. Os dois OP AMPs estão configurados como comparadores de tensão, e suas entradas estão invertidas, notem que o LM324 é alimentado com fonte externa ou bateria de 6 a 12V. D7 + R13 formam a nossa tensão de referência para comparação, que passa por C3 apenas para garantir uma saída de 3.6V constante, precisamos que esta tensão de referência seja maior do que a menor tensão de standby e menor do que a máxima, dessa forma os comparadores sempre estarão com suas saídas invertidas e por consequência apenas 1 dos mosfets estará ativado por vez, então use qualquer zener maior que 3.3V e menor que 5V. A tensão de referência, já que precisa de saída constante independente da tensão presente no standby, e tem que ter tensão maior que a tensão de mínima de entrada foi gerada a partir de alimentação externa (bateria ou fonte).   U3A recebe a tensão de referencia na sua entrada não inversora, e a tensão de entrada na entrada inversora, U3B recebe em suas entradas justamente o contrário. Como isso funciona? Se a tensão presente na entrada não inversora(+) for maior, do que a tensão presente na entrada inversora(-), a saída será positiva e terá a tensão positiva utilizada na alimentação do OP AMP. Se a tensão na entrada inversora(-) for maior, do que a tensão na entrada não inversora(+), a saída será aterrada. Então da maneira como conectamos nossos OP AMPs um deles sempre estará ligado enquanto o outro estiver desligado permitindo que apenas um dos mosfets, Q1 ou Q2, conduzam corrente para a lâmpada e para a saída A/P DIM.   Os resistores R9 e R10 ambos de 5W foram adicionados para acrescentar algum consumo extra, desta forma garantimos um consumo de aproximados 415ma na tensão de standby, e 1.75A a serem divididos entre as fontes de 12V e 24V quando as duas estiverem presentes. Na falta de uma delas, (podemos ocasionar isto desligando as chaves que precedem os LM350), a que estiver presente consumira aproximados 1.75A.   Os diodos D1 e D2 servem para unir as saídas de 10.2V provenientes das fontes de 12V e 24V, e previnem que caso apenas uma das duas esteja presente o led da outra fique aceso. O restante desta parte a direita do circuito, vocês já conhecem das explicações anteriores.   Vamos ao circuito de seleção da tensão que aparece no voltímetro do aparelho.   O que eu queria quando comecei a desenhar esse circuito era adicionar valor ao projeto, e que ao ligar o aparelho a primeira tensão a aparecer no voltímetro fosse a tensão que aparece primeiro nas placas fonte, standby, sendo que poderia com o clique de um push button comutar entre as 3 possibilidades de tensões em teste. A primeira ideia foi usar um contador de décadas e limitá-lo para que contasse apenas até 3, daí pesquisando sobre isso encontrei o datasheet do CD4027 que dentre outras coisas pode ser usado para criar um contador de décadas ele é um Dual J-KMaster-Slave Flip-Flop. Quem tiver dúvidas e quiser conhecer a fundo o funcionamento deste tipo de circuito sugiro que dê uma olhada nos vídeos do Gregori do all eletronics no youtube.  Inicialmente do jeito que tinha montado ele realmente contava até 3, e voltava a zero no final, o problema disso é que na posição 0 ele obviamente não mostrava nada no voltímetro, e já pra testar o standby que é a fonte padrão tinha que apertar o botão uma vez, clicando novamente ele ia para a linha de 12v, e clicando novamente ele ia pra linha de 24v, quando chegava neste ponto clicava novamente e voltava a zero, e eu queria é que ele funcionasse de modo cíclico, alternando apenas entre as 3 tensões disponíveis. O que precisávamos fazer então ficou claro, o que queríamos de fato é que contasse de 0 até 2, e queríamos que o 0 fosse a primeira saída. Pra limitar a contagem até 2 o que fizemos foi adicionar uma porta AND ligada nas duas saídas, desta forma quando ele conta 3, que seriam as duas saídas com nível alto, a porta AND fica com estado alto na sua saída, e faz o reset da contagem nos pinos 4 e 12 do CI, e ele volta para 0. Para tornar 0 + 0 uma saída de nível alto, utilizamos uma porta NOR, desta forma quando as duas entradas da porta estão em nível baixo, ela fica com nível alto na saída, fazendo com que o standby apareça no voltímetro assim que conectados os fios a placa fonte e ligamos a alimentação a fonte/bateria externa 12v do aparelho, se for usar com bateria adicione uma chave liga e desliga.  Para que pudéssemos comutar entre as 3 tensões a serem medidas no voltímetro tínhamos estas três saídas lógicas, maravilha, colocas ali 3 mosfets um para cada linha e ta tudo resolvido... Não foi bem assim hueuhaehueaUHeahu Inicialmente tentei usar mosfets tipo N, para comutar as linhas até o voltímetro, e evidente que não funcionou pois eu precisava de uma tensão positiva maior do que a tensão no source, as três saídas quando ativas tem 5V, então a tensão de 5V passava com uma pequena queda e as outra ficavam abaixo de 5V pois com 5v no gate o mosfet não acionava corretamente.  Daí o que fiz foi colocar os mosfets tipo P, que precisam de uma tensão menor no gate do que a tensão no source, mas a tensão de acionamento que eu tinha era de 5V que é menor do que 12v e 24v mas não é menor que 5V e é maior do que 3.3V... A saída que encontrei foi esta aí, coloquei mosfets tipo N, que quando acionados com 5V em seus gastes pelas saídas do 4027, leva terra para o gate do mosfet tipo P, que agora com tensão 0V no seu gate, pode comutar qualquer uma das tensões que colocarmos nos seus sources, de 3.3V a 24V. Coloquei o circuito para funcionar e novo erro, qualquer que fosse a saída ativa a tensão no voltímetro era "5 virgula qualquer coisa"... Depois de analisar melhor coloquei os diodos após cada mosfet tipo P para impedir que o acionamento de um mosfet permitisse condução do diodo interno dos outros dois mosfets. Agora eu tinha a certeza que tudo estava certo e que ia funcionar como eu queria. Bah... Que tristeza, fiz essa naba toda pra medir as tensões no voltímetro e por causa da queda de tensão dos malditos diodos a tensão não fica correta... uhhuahuauhaehuaHUUHuahE Alguns destes volt/amperímetros tem regulagem e poderiam ser calibrados, mas normalmente quando alteramos o ajuste de tensão a medição de corrente também é afetada, daria trabalho, não gostei... Solução, adicionamos uma fonte de tensão negativa na referência de terra do voltímetro com valor idêntico da queda do diodo + diferença ocasionada pelo resistor de descarregamento do circuito R9, desta forma compensamos a queda do diodo, e finalmente podemos medir com precisão as tensões das linhas. Dependendo do diodo escolhido, a queda de tensão muda, então é necessário medir a queda sobre o diodo que vai utilizar pra determinar o valor de tensão da fonte negativa que vais precisar usar, no projeto ficou com -0.5V.  Poderíamos ter usado 3 relês substituindo os 3 mosfets e os 3 diodos, mas o trauma gerado por muitos anos consertando no-breaks não me permitiria optar por um relê a não ser que fosse a única opção. aeuhAEUHaehu Notem que no circuito a parte de alimentação do 4027 não aparece, mas ele é alimentado também pela fonte/bateria externa de 12V. Tendo dito isso acho que basicamente tudo que havia para saber sobre o projeto desta versão ficou explicado, se alguém tiver encontrado um erro, outra solução, tiver uma sugestão, ou uma dúvida fique a vontade pra usar os comentários.    Abaixo deixo a solução que encontrei para não adicionar mais dois CIs no circuito apenas para usar uma porta lógica de cada, são os equivalentes de U5 e U6. o de cima atua como uma porta AND e o de baixo como uma porta NOR. Podem haver soluções melhores, mas eu tinha dois OP AMPs sobrando no LM324 e resolvi usá-los. Podes então, removendo a seleção de tensão em teste com push button do projeto caso não queiras, usar 1 LM258/358 apenas para o circuito de detecção de tensão do standby.   Encontrei um erro no projeto, a solução é fácil mas... Vou compartilhar com vocês mesmo assim heahueahuaehu Presumindo que iria usar um quad op amp LM324 sendo que dois foram usados no circuito de detecção do standby e os outros 2 nas portas AND e NOR, percebam que no primeiro circuito alimentei o CI com 12V que era uma tensão ideal para chavear os mosfets tipo N que comutam entre as possíveis tensões de standby, e nos circuitos abaixo eu queria que as saídas das portas fossem 5V, então alimentei com 5V, mas como trata-se de apenas 1 CI a alimentação ou é uma, ou outra, hueahuAEUHeahueAHU  a solução é então usar dois LM258/358 ao invés de 1 LM324.    Sobre as portas abaixo o funcionamento é simples: Para a primeira imagem que é de um equivalente de porta AND queríamos que a saída do U2:D fosse nível alto apenas quando as duas entradas da porta estivessem em nível alto, se tivermos nível alto no gate mas não tivermos nível alto no drain Q5 não conduz, e vice e versa, então quando tivermos nível alto em ambos, o source de Q5 que estava aterrado pelo resistor R15 fica agora positivo, e entrega tensão positiva na entrada não inversora(+) do OP AMP, quando esta tensão positiva surge no source de Q5, ela também ativa o gate de Q6, que passa a conduzir terra para a entrada inversora(+) do U2:D, desta forma a saída vai para nível lógico alto.  Vou deixar a explicação da segunda porta na parte de baixo da imagem para facilitar a leitura e observação do circuito. Para a porta NOR escolhemos mosfets tipo P ao invés dos tipo N usados na porta AND. Sendo que os mosfets tipo P precisam de uma tensão menor no gate para permitir a condução da tensão de seu source para seu drain, Q3 e Q4 estão normalmente acionados quando recebem em seus gates estado lógico baixo, desta forma Q4 leva 5v para a entrada não inversora(+) do U3:A, e Q3 leva terra para a entrada inversora(-) do U3:A, fazendo com que sua saída fique em estado alto. Se Q4 recebe em seu gate um estado lógico alto ele deixa de conduzir, e o terra chega na entrada não inversora do U3:A através de R9, sendo assim visto que já temos terra na entrada inversora(-) a saída vai para nível baixo. Se Q3 recebe nível alto em seu gate ele deixa de conduzir, sendo assim R8 passa a levar 5V para a entrada inversora(-) do U3:A, e desta forma, sendo que temos terra na entrada não inversora(+) do U3:A, sua saída vai para nível lógico baixo. Se Q3 e Q4 recebem em seus gates simultaneamente nível lógico alto, Q4 deixa de conduzir e R9 leva terra para a entrada não inversora(-) do U3:A, e Q3 deixa de conduzir e desta forma R8 leva 5V para a entrada inversora do U3:A, fazendo com que sua saída vá para nível lógico baixo. Pode até parecer fácil olhando pro esquema, mas me tomou alguns neurônios e algumas horas pra chegar nessa configuração aí uhaehuaeuhaeuhea     Como quero fazer um pacotão com todos os projetos vou postergar a postagem dos arquivos, para quando apresentar a versão 2.3.0 que seria a minha escolha de montagem para um testador como esse. Então em breve teremos ainda mais uma atualização aqui, que trará além desta última sugestão de montagem de um testador os agradecimentos, o link para download do pacotão de projetos estará disponível no tópico principal no link abaixo.    Façam bom proveito, e não se esqueçam de deixar fotos lá no Tópico Principal caso realizem a montagem.   Abraços.

Neo

Neo

 

Modificação da fonte ATX - Duex DX 450 S para fonte regulada com tensão variável de 4.8V a 24.8V.

Então pessoal, dia desses olhando as postagens no fórum me deparei com alguém querendo uma fonte chaveada de tensão maior, gastando pouco, como no passado eu já tinha modificado algumas atx para uso próprio, estou compartilhando com vocês o procedimento que funciona maravilhosamente bem para este modelo de fonte e para vários outros modelos que utilizam os mesmos CIs ( KA7500 LM339 ). Optei por este modelo específico da Duex pois tinha em mãos algumas peças, é uma receitinha de bolo que se seguida a risca traz ótimos resultados e é super simples de executar.   Aviso: O primário das fontes ATX trabalha com a tensão da rede e pode te matar, então se não tem ideia do que está fazendo, não faça nada, peça logo ajuda de alguém que sabe! Este conteúdo é direcionado exclusivamente para técnicos, apesar de ser receita de bolo.     A estratégia é modificar o divisor resistivo conectado ao pino 1 do KA7500 que é um substituto pino a pino do TL494, ( inclusive um CI melhor do que o TL494 na minha opinião ), pois é ali que o controle das tensões é feito. Para que identifiquem a fonte alvo da modificação, abaixo segue duas fotos: Esta acima é a lata da dita cuja. Olhando no canto inferior direito é possível ler: ATX12V-03E rev: 2.1   E sem mais delongas vamos ao que interessa...   Marquei as áreas interessantes com retângulos vermelhos para facilitar a identificação. 1 - Antes de mais nada certifique-se de que a fonte a ser modificada está funcionando corretamente. 2 - A segunda coisa a fazer é substituir todos os capacitores do secundário por novos de tensão apropriada. Os que forem de 10V substitua por 25V, os que forem de 16V substitua por 35V, sempre mantendo a mesma capacitância ou aumentando pouca coisa. 3 - Substitua o resistor que fica entre o R45 e o jumper por um igual ao da foto: 2.2K. 4 - Remova os resistores R29 e R36. 5 - Remova da placa o zener 12V ZD3 que ficava originalmente onde agora está o trimpot de 20k e o resistor ao seu lado, R15 se bem me lembro, o retângulo acima do trimpot mostra um bloco semelhante ao que havia no local onde agora temos o trimpot. 6 - Coloque o trimpot substituindo o resistor ao lado de ZD3 que tem marcação R15 se não estou enganado, pino 1 para cima e pinos 2 e 3 ligados juntos na parte de baixo, como na parte de baixo ZD3 e R15 são ligados a mesma trilha eu usei o furo da parte de baixo do ZD3 para ligar o pino 2 ou 3 do trimpot, não lembro, e não faz diferença. Caso optem por utilizar um potenciômetro comum linear de 20k, interliguem os pinos 2 e 3 e levem apenas dois fios para substituir R15 um partindo do pino 1 e outro do pino 2. 7 - A ventoinha original da fonte era ligada na saída fixa de 12V que agora tem tensão variável, essa ventoinha tem no mínimo duas funções no circuito, arrefecer a fonte, e atuar como carga mínima na linha que era originalmente de 12V, então vais ter que bolar alguma coisa pra resolver isso, aqui como a ideia era fixar um valor de tensão maior eu optei por usar um LM7812 com dissipador de calor próprio e bem pequeno, instalei no mesmo local onde vocês vêem saindo da fonte a esquerda do trimpot os fios da ventoinha, o pino 1 vai no lugar do fio vermelho, o pino 2 no lugar do fio preto, e o pino 3 fica acima da placa, soldei o fio vermelho da ventoinha no pino 3 acima da placa, e o preto no terra do conector fan2 que obviamente não vem na placa. Essas ventoinhas costumam funcionar mesmo com tensões bem abaixo de 12V, então tudo o que fiz com o LM7812 foi criar um limite de no máximo 12V, em tensões mais baixas ela arrefece menos o conjunto, o que não chega a ser um problema pois mesmo no limite da fonte que é 12A usando a tensão mínima de 4.82V o consumo em watts é bem menor 4.82V * 12.03A = 57.98W então por mais que a ventoinha produza menos vento o arrefecimento ainda é adequado. 8 - Confira se não deixou nada em curto, e se não esqueceu de nada. Confira se substituiu absolutamente todos os capacitores de valor abaixo de 50v no secundário da fonte neste modelo de fonte são 6, se estiver tudo ok interligue o "PS ON" com o Terra para testar. ( fio verde com fio preto)   Se todas as etapas foram executadas conforme o pequeno tutorial você deve ter uma boa fonte chaveada regulada, com tensão variável entre 4.82V e  24.8V, e proteção contra curto circuito. O legal dessa bagaça é que se você optar por colocar um mostrador de tensão e corrente da pra alimentar o mostrador com o +5VSB da fonte que usa um trafo independente das linhas de 5v 3.3v e 12v da fonte, e fica sempre ajustado em 5.14V. O máximo que a fonte consegue fornecer é uns 220W, em 18.5 * 12A para tensões acima de 18.5V o limite máximo de corrente é um pouco menor no entanto não lembro exatamente quão menor. A tensão mínima na linha de 12V em torno de 4.8V foi escolhida propositadamente para manter a ventoinha em funcionamento, poderia ser de até 2.5V modificando o valor do resistor ao lado de R45 ( esse não vem na placa ) mas a fonte não parece gostar muito de trabalhar abaixo dessa tensão, produz um chiado desagradável em algumas situações que achei melhor evitar também hehehe. Quando a linha de 12V está setada no limite máximo de 24.8V, a linha de 5V fica em 10.6V e a linha de 3.3V fica em 8.7V. Quando a linha de 12V está em 4.8V, a linha de 5v fica em 2.1V e a linha de 3.3V em 1.67V. A linha de -12V varia de acordo com o +12V, com uma queda de aproximadamente 0.8V em relação ao 12V. Ex ( +12.8V  -12V, / +12V -11.2, etc) Na linha de 5V o consumo máximo marcado na etiqueta é 18A e eu não cheguei a testar as outras saídas além da linha de 12V com cargas maiores do que 2A que na época era o que tinha em mãos. O legal é que da pra trabalhar com as diferentes saídas para diferentes necessidades de tensões... Testei a proteção contra curto na saída de 12V apenas, e como esperado ela desligou protegendo a fonte.   A minha assimétrica foi montada com duas dessas ai configuradas para 16.25V cada, o 12V da primeira entra no GND da segunda totalizando 32.5V entre o GND da primeira e a linha de 12V da segunda, e uma DPS 3012 comprada da china, ela lida bem com a tensão de 30v e com a corrente de 12A, cumpre o que promete. 30V * 12A = 360W. Ficou parruda a danada.   Detalhe importantíssimo, para interligar duas fontes ATX assim como fiz, é necessário isolar a segunda fonte que recebe o 12V no local onde saem os fios pretos, do terra, caso contrário você obterá um curto circuito ao invés de uma saída com tensão maior huaeuhaeuhae. Na minha fonte optei por isolar as duas e aterrar apenas a saída de tensão da DPS 3012, o que produz o mesmo efeito final.   Existem vários outros modelos de fontes baseados nos mesmos chips, e alguns até na mesma placa, e alguns com mais potência de saída que usam transistores 13009 no primário ao invés dos 13007 que tenho nestas aqui, se alguém souber algum outro modelo e quiser deixar nos comentários provavelmente vai ajudar algum colega que queira fazer a modificação.    Espero que tenham gostado da leitura, e quem fizer a modificação, ou modificar mais alguma coisa na fonte, deixe um comentário pra gente aí.  Abraços.

Neo

Neo

 

Malditos Thermal pads!

Eu pretendia iniciar esse Blog com conteúdo bem mais interessante, no entanto recebi para conserto um notebook com o dissipador desse jeitinho que está ai na foto acima. Alguns devem ter visto o erro logo que olharam pela primeira vez para a foto, mas talvez alguns estejam se perguntando o que tem de errado ai, por quê esse maluco do Neo ta falando de cobre e thermal pads? A resposta é simples: precisamos reduzir a quantidade de técnicos que não vêem o erro de cara, na foto acima. Se você olhou de relance e ficou abismado, ou esta rindo desenfreadamente, meus parabéns!!!   Se você não achou o erro de cara continue lendo, daqui a pouco você vai ver o erro, e provavelmente não vai mais esquecer dele. (Assim espero!)   O cobre é empregado amplamente em duas aplicações na nossa área, para as quais é tido como um dos melhores senão o melhor material devido a questão do custo benefício, são elas:      1) - Condução elétrica.        2) - Condução térmica. Sempre que seus olhos se depararem com cobre, o seu cérebro deve lembrar destas duas características dele imediatamente, é  um ótimo condutor elétrico, e é ótimo condutor térmico.   Pensem nas fotos abaixo, você colocaria seu dedo na chapa com pasta térmica ou com o thermal pad?    Imagino que em ambas as possibilidades, queimadura, ou choque elétrico, você escolheu colocar o dedo no thermal pad instintivamente. Quando optas pela segurança do seu dedo o thermal pad é a escolha adequada, a queimadura seria menor, e o risco de choque elétrico menor, então essa bosta é um bom isolante não um bom condutor, não conduz bem nem calor nem energia elétrica... Esses thermal pads de silicone conseguem dissipar algum calor? Sim, no entanto eles dissipam bem menos calor do que uma chapa de cobre com pasta térmica! Por que o cara que projetou o note optou por colocar cobre no dissipador da primeira foto? Porque ele precisa dissipar vastas quantidades de calor! Então, de que maneira um thermal pad ajudaria? Nenhuma, isso mesmo!   Se precisas dissipar enormes quantidades de calor usas cobre, ou alumínio, ou qualquer outro bom condutor térmico, aí olhando pra foto abaixo, dentro do circulo vermelho, fica evidente o erro né? Parem de enfiar thermal pad em tudo que é lugar querendo melhorar as coisas, substituam os thermal pads quando for necessário, e somente se não estiver ocorrendo sobreaquecimento no chip, se estiver sobreaquecendo, a melhor solução é substituir por chapa de cobre com pasta térmica, ou com algum adesivo térmico, que consiga efetivamente dissipar boas quantidades de calor. Pra que os thermal pads servem bem e por que eles são usados por todos os fabricantes? Thermal pads conseguem dissipar algum calor, e além disso eles tem propriedades mecânicas interessantes, uai... Como assim??? É fato que notebooks caem no chão das mais variadas alturas por acidentes, raiva de um game, quando a namorada do cara descobriu que estava sendo traída e atirou o note no cara, etc... Agora imaginem junto comigo, uma taça de cristal caindo de uma altura de 2 M diretamente no chão, acredito que vocês visualizaram uma porrada de cacos de"vidro" voando pra tudo que é lado. Agora imaginem essa mesma taça de cristal caindo num colchão, pode até ser que chegue a quebrar mas a probabilidade é bem menor né? Beleza, lembrem lá do tempo da escola quando o professor de física falou que todos os materiais quando esquentados se dilatam, se não lembrou use o google, ou podes dar uma olhada nesse tópico onde descrevi o básico da coisa:  Diagnóstico usando calor. Quando o chipset funciona ele aquece, aquecido ele dilata, ele está ali forçado contra um dissipador de cobre bem parafusado nas quatro extremidades, essa dilatação embora seja imperceptível a olho nu vai criar mais pressão entre o conjunto chipset+dissipador, pra cima ele não tem como expandir então a dilatação acaba pressionando as esferas contra a placa, se a placa conseguir absorver essa dilatação tudo certo, e se não conseguir o que acontece? Fissura nas esferas? abalroamento da placa, etc... O Thermal pad entre o dissipador de calor e o chipset é flexível e consegue absorver essa dilatação, e além disso ajuda a remover algum calor daquele chipset, e é normalmente usado apenas em chips que não esquentam ou pelo menos não deveriam esquentar absurdamente. Se uma placa de note cai no chão com o dissipador virado pra baixo, e ele está diretamente conectado ao chipset, a chance de ocorrer uma trinca no núcleo do chipset é bem maior do que se houver um thermal pad entre eles. Já devem ter reparado que alguns dissipadores de calor tem molas nos parafusos, por quê? As molas ajudam a manter pressão uniforme do dissipador sobre o núcleo do chipset e se comprimem e continuam a exercer pressão quando ocorre a dilatação dos materiais, não ajudam muito se o notebook cair, mas ajudam a evitar mal contato nas esferas dos chips BGA, fazendo basicamente o que o thermal pad faz para chips que não precisam dissipar calor abundantemente, podem puxar pela memória ai, em 99% dos casos quando os parafusos do dissipador tem molas a base que faz contato com o chip é de cobre. Então meu caro, se você viu molas e viu cobre, tenha certeza absoluta que naquele local você não deve em hipótese nenhuma colocar um thermal pad.    Agora me digam, qual foi o resultado de colocar um thermal pad em cima do DIE de um chipset gráfico dedicado da Nvidea?... Isso mesmo, chipset gráfico morto.     Depois do desabafo feito, vou passar o orçamento de troca de chip gráfico e possível reballing e ou, troca, das memórias dedicadas de vídeo, isso pra resolver o problema que foi infligido à máquina por imperícia, e valor a parte pra analisar o problema original que era outro.   Abraços.       P.S: Assistam o vídeo, não é só no Brasil que tentar melhorar e pioram as coisas: uhEAhuAEuhAE        

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